Baby, it´s Cold Outside – os anos 40 vs 2018

Baby it´s Cold Outside é uma canção do período clássico americano escrita por Frank Loesser em 1944 e popularizada pela sua utilização no longa-metragem Neptune´s Daughter (Rainha das Sereias) em 1949. Esse foi o início do vasto movimento de reprodução do dueto nos Estados Unidos – que conta hoje com mais de 50 covers de diversos artistas. O sucesso da música é atemporal – ela tornou-se um dos clássicos do recesso de inverno estadunidense – porém, reproduzir uma obra de arte dos anos 40 setenta e sete anos depois é tirá-la do seu tempo e, como alerta o teórico Walter Benjamin, isso pode gerar complicações.

Baby it´s Cold Outside sofre com separação da obra do seu contexto histórico. Ao longo dos quase oitenta anos passados, as normas sociais mudaram; o que era inapropriado naquela época é diferente do que é inapropriado hoje em dia: se antes era uma mulher passar a noite na casa de um homem com o qual ela não é casada, atualmente, o inaceitável é o homem não compreender que “não é não” e insistir para que a moça fique quando ela já disse que “tem de ir embora”. Mais polémico do que o tema geral da música, é a frase “what’s in this drink?“, uma expressão popular da década de 40 que é interpretada no século XXI como uma alusão ao estupro. Por conta disso, a canção foi banida de diversas estações de rádio nos Estados Unidos.

Essa é uma das formas que uma obra de arte «perde a sua aura»; uma troca de flertes nos anos 40 vira uma pista de assédio em 2018, mesmo que o fim da melodia em uníssono «indique que o casal estava na mesma página», como alertou um usuário no YouTube. A problematização é uma conquista essencial do século XXI – uma prática super importante e válida -, mas em relação às obras de arte é necessário reconhecer o seu contexto histórico e analisá-la a partir daí. Até mesmo porque, na época em que foi criada, Baby it´s Cold Outside possivelmente alinhava com os atuais interesses feministas: a permissão que uma mulher se dá de viver a sua sexualidade independente de um casamento, mas parece que a interpretação mais justa dessa canção ficou perdida no passar do tempo.

Elara Liz Miller, 2018.

Fontes: 

– Pequenas ideias em «Benjamin, Walter (2006). ‘A Obra de Arte na Época da sua Possibilidade de Reprodução Técnica’, in A Modernidade, Org. e tradução de João Barrento, Lisboa, Assírio & Alvim, pp. 207-241.»;

– https://en.wikipedia.org/wiki/Baby,_It%27s_Cold_Outside;

– Comentários em https://www.youtube.com/watch?v=7MFJ7ie_yGU.

Instagram as a platform for ART

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Social apps are a big part of our lives, right? As it is not only a place for communication, but for sharing too, social media has become a great platform for … art lovers!

When these two words – social media and art – come together, a mind makes an immediate connection with Instagram. Because of its easy use and visuals, Instagram is being called one of the most “artistic” social apps. With its invention in 2010, the photos with retro aesthetic filters have become a specific part of the art world. Instagram has encouraged people not only to take a picture, but to keep more attention to photography angles, colours and the idea of the picture itself.  This way, the picture on Instagram it is not only picture – it is a specific piece of digital art. And some people not only post pictures, they even try to make their accounts to have a specific theme – isn’t it art?

On Instagram, besides all these artistic pictures, you can find a plenty numbers of art works reproductions. The great example could be classic Mona Liza painting, which probably was reproduced by different people the most. If you want to see this painting, all you can do it to enter Mona Liza in a search field and here you have different perspectives of the famous Leonardo Da Vinci’s painting. Despite all these pictures of the original painting, you can find plenty of numbers of more interesting ways of seeing this painting. And the best thing about that is that you could not find all these reproductions in a museum, but it is an Instagram that connects it and its creators together.

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And this example could be not the only one. Seeing all these artistic pictures and feeds, we could say, that Instagram is becoming something that is not only about sharing – it is about showing your artistic side!

☽ Egle Zukauskaite

A Arte do cinema em Stop Motion

A animação em stop motion é uma das técnicas mais conhecidas e utilizadas no cinema desde os seus primórdios. Acredita-se que o primeiro filme a fazer uso desta técnica foi “The Humpty Dumpty Circus”, em 1898, realizado por J. Stuart Blackton e produzido por Albert E. Smith, tendo estes utilizado um conjunto de brinquedos da filha de Smith. Infelizmente, o filme não foi capaz de sobreviver ao tempo, e nem se sabe ao certo se as imagens que se pensam ter pertencido ao filme realmente fizeram parte do mesmo ou se eram simplesmente imagens da companhia que fabricou o próprio conjunto de brinquedos, Schoenhut Piano Company.maxresdefault

Acredita-se que esta técnica tenha sido popularizada por Arthur Melbourne-Cooper a partir do princípio do século XX, tendo sido adaptada também a filmes “live action”, de maneira a dar vida a criaturas fantásticas e acontecimentos impossíveis. Pode-se considerar que a técnica stop motion foi o que deu início ao que conhecemos hoje como efeitos especiais ou CGI (Computer Generated Imagery).

No entanto, esta técnica evoluiu em filmes cuja animação é totalmente stop motion, sendo adotada por realizadores como Tim Burton, Wes Anderson, e a companhia Laika Entertainment, LLC. Tim Burton é, sem dúvida, o realizador mais aclamado no em stop motion. Após o sucesso da sua curta metragem de terror “Vincent”, em 1982, produzida em colaboração com Disney, a carreira de Tim Burton no mundo de stop motion começou a elevar-se cada vez mais, não se limitando apenas a filmes de animação, mas também “live action”, como é o caso do famoso “Beetlejuice” em 1988.

Porém, a obra que “imortalizou” a arte de Burton foi “The Nightmare Before Christmas”, em 1990, baseado num poema do mesmo nome escrito pelo próprio Tim Burton. Este, como refere Jean Mendonza no seu artigo do site lomograhy.com, foi trabalhado por uma equipa de perto de 100 pessoas durante 3 anos, utilizando 227 figuras e mais de 400 cabeças para a personagem principal, Jack Skellington. Os desenhadores foram também encorajados a fazer os esboços com a sua mão não dominante, de forma a criar o “twisted look” desejado pelo realizador.600x403x2

Mas como pode isto relacionar-se com arte e multimédia? Na verdade, “The Nightmare Before Christmas” é utilizado aqui apenas como um exemplo da técnica stop motion. Esta técnica pode ser vista como algo semelhante à animação nas suas origens, quando era constituída apenas por vários desenhos a passarem em frente a uma câmara multiplano a uma determinada velocidade para criar a ilusão do movimento. Stop motion é quase como uma versão 3D da animação clássica, onde os desenhos ganham forma e “vida” nos “fantoches”, mas que, essencialmente, passam pelo mesmo processo de filmagem: são apenas várias imagens (neste caso, fotográficas) que, quando unificadas digitalmente, criam a ilusão de movimento das figuras nelas representadas.

Mendoza, J. (2011, November 24). Lomography – Stop-Motion Animation: The Nightmare Before Christmas. Retrieved from https://www.lomography.com/magazine/124654-stop-motion-animation-the-nightmare-before-christmas

  • Lara Jean B. Torrão, 2018

TeamLab Bordeless

O museu de arte  totalmente imersivo, interativo e digital Mori Building: o EPSON teamLab Bordeless, localizado em Tokyo, tem 10.000 metros quadrados. Ele está chamando atenção de pessoas do mundo inteiro e se tornando um dos principais destinos de turistas da cidade.

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Memória da topografia
teamLab, 2018, Instalação Digital Interativa

O grupo de obras de arte tem como objetivo tornar a relação entre arte e corpo ambígua. A presença dos corpos modifica a realidade criada pelos artistas e, dessa maneira, há uma fusão entre o espaço e as pessoas. O teamLab acredita que o domínio digital, isto é, a automação, modularidade, variabilidade e transcodificação pode expandir as capacidades da arte e das relações humanas. Isto se da uma vez que a tecnologia digital permite detalhes complexos e e liberdade de mudança.

A Arte digital tem uma função importante no que diz respeito a ruptura com o modelo de espaço tradicional dos museus. No caso do teamLab, torna-se fundamental para a experiencia a presença em conjunto dos visitantes. O corpo do outro torna-se parte da obra e a interação dele influencia na sua experimentação. A saída e a entrada dos corpos influenciam e modificam o resultado, dando espaço a novas sensações. O individuo pode causar variabilidades infinitas que dependem da quantidade de pessoas ali presentes e dos movimentos realizados por cada um.

Deste modo, podemos ver que a arte digital está modificando a interação com os espaços. Os museus estão abrindo novas oportunidades de dialogo com o público e o utilizando como matéria prima para a composição.

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Universo de partículas de água em uma rocha onde as pessoas se reúnem
teamLab, 2018, Instalação Digital Interativa

Jade Quege de Moraes

O Meio Digital e a Relação Humana

A rápida ascensão da utilização do meio digital veio a afetar não só o modo como desempenhamos o nosso trabalho, estudo ou nos informamos, mas também a forma um individuo se aproxima e comunica com outro. Um exemplo relevante dessa mudança na interação são os “dating sites” ou aplicações, que através de um sistema de combinação (matching) numa base de dados, que tanto pode ser aleatório, como filtrado através dos gostos pessoais de cada individuo de forma a complementá-los. Ora, deve-se refletir no impacto relacional entre seres humanos que recorrem a um dispositivo para encontrar/”conhecer” alguém de forma a obterem um resultado rápido. Ao vivermos numa sociedade em que se fala da escassez do tempo, seria fácil de entender esta necessidade de adquirir algo que desejamos de forma rápida e eficaz. Mas será que uma aplicação online substitui eficazmente o primeiro contacto pessoal e direto entre o ser humano?

O facto de se evitar o convívio imediato com a pessoa, optando por interagir com esta através de um dispositivo altera o modo como o ser humano se relaciona habitualmente. É uma prática social modificada pela transcodificação cultural de uma ação física para um meio digital. Os indivíduos acolhem um método impessoal de seleção no contacto com um desconhecido ainda que o seu intuito seja criar uma aproximação relativamente íntima. Para além da ironia deste método, é criada uma ilusão de “facilidade” em adquirir instrumentos de socialização para se estabelecer uma ligação com o outro, quando na verdade, as possibilidades de sucesso chegam a ser inferiores aquando ocorre uma interação pessoal e direta entre dois indivíduos. A omissão da presença da linguagem corporal que é substituída inicialmente por caracteres num ecrã, complica frequentemente o entendimento comum entre duas pessoas, para não falar na ausência da confirmação da imagem real da pessoa.

Esta transformação cultural claramente influenciada pelo desenvolvimento do meio digital e a “febre” de alimentar a necessidade de contacto, coloca de certa forma  o ser humano numa posição de “mercadoria exposta” reduzida a um elemento pertencente a uma base de dados à distância de um click.

A Op Art

A Op Art (Optical Art) é uma corrente artística abstrata que emergiu na década 60. Na Arte Ótica, o termo “ótico” remete para a utilização de ilusões óticas. Embora nestas obras de arte em si seja estática, as formas e cores utilizadas provocam a ilusão de movimento e perspetiva, criando imagens que parecem vibrar e palpitar.

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Muitos foram os pintores que ao longo da história se empenharam em utilizar ilusões óticas nas suas criações. Os artistas renascentistas, por exemplo, através de pinturas em superfícies lisas, tentaram criar imagens tridimensionais.

Em 1964, o The Times publicou um texto que descrevia um movimento artístico que utilizava ilusões óticas e que fazia referência à exposição The Responsive Eye que iria ser inaugurada no ano a seguir no museu de Arte Moderna de Nova York.

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Os artistas da corrente ficaram conhecidos por não utilizar as técnicas de pintura convencionais, recorrendo a um esquema limitado de cores, e um estilo próprio de desenhar a forma e os objetos.

Um exemplo destes artistas é Eduardo Nery. Nery nasceu na Figueira da Foz em 1938, e em 1956 inscreveu- se num curso de pintura em ESBAL. Em 1965, começou a envolver-se na Op Art onde combinou conhecimentos da arte têxtil com a Op Art. Revelando um trabalho inovador, que continuaria a explorar não só na tapeçaria, como também no azulejo, vitral, mosaico e no desenho de grandes pavimentos, como se vê na sua intervenção da calçada portuguesa da Praça do Município em Lisboa.

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Give Me Something Useless

            O site https://theuselessweb.com/ , apresenta um conceito muito simples, mas não simplista, é muito eficaz a surpreender e a entreter o usuário durante uma hora ou duas, levando o a questionar-se sobre o uso da própria internet para fins “questionáveis”. The Useless Web propõem que o participante clique num botão que o transportara-a para um outro website, aparentemente inútil e assim, facilmente, embarcamos numa jornada, por muitos e diversos websites na internet, cada um com o seu sistema de interação, totalmente diferente e esotérico, mantendo apenas um elemento de conexão temático, a sua aparente inutilidade.

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Após passar por esta experiência uma vez, o usuário ficara com muitas perguntas: “Como gastei tanto tempo aqui?”; “Porque que tanta gente investe tanto em coisas tão inúteis?”; “Tantas tecnologias e artes culminarão em algo tão descabido?”; “ Muitas destas ideias ainda requerem muito trabalho, porquê?“; etc. A verdade é que não é difícil passarmos muito tempo a usar este website para ficarmos com muitas perguntas refletivas sobre a nossa própria atividade na internet e nas redes sociais. E estas ideias leva-me acreditar, que de alguma forma o criador, Tim Holman, criou uma arte extremamente provocativa sobre o quotidiano contemporâneo. Ou será que é um exercício apenas inútil?

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Este website assim torna-se numa fonte enciclopédica de muitos outros websites. É altamente imersivo graças ao seu simples uso e atractividade da premissa. É também interativo e participativo, pois, e como podemos evidenciar no fim da pagina: “ The Useless Web… because some websites, we just couldn’t do without ” – By Tim Holman – Submit”, por outras palavras e mais explicitamente, o submit é uma hiperligação que nos convida a participar no trabalho de Holman. Assim se encontrarmos outros sites aparentemente inúteis na web, também podemos contribuir para causa.

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A Evolução do Bailado

28061177_10156555092839893_6864765017073689265_o-720x445.jpgNa procura de exemplos de obras clássicas que se adaptaram a um novo paradigma artístico e tem se desenvolvido juntamente com avanço tecnológico, deparamo-nos com o Bailado, mais especificamente o Ballet Russe. Contudo, antes de explicarmos como o bailado evolui-o paralelamente a os novos media, vamos fazer um breve enquadramento histórico.

Inicialmente, com as primeiras exibições do Lago dos Cisnes de Tarkovsky, e muitas outras obras, era claro que o bailado clássico se revelava extremamente rigoroso, seguindo um conjunto de normas e passos pré-estabelecidos. Sendo que as suas pautas se assemelhavam a equações matemáticas. A bailarina nestas peças era sempre o foco, e as suas roupas eram curtas e justas, para enfatizar a qualidade dos seus passos. Já o resto do elenco era quase como um assessório às coregrafias geométricas a uma narrativa sem diálogo.

Todavia, o Ballet Russe vem quebrar com várias normas do bailado clássico. Podemos encontrar as suas origens em 1909 com Sergei Diaghiley, que incentivou e contribuiu para modernizar esta arte, com peças realizadas sobretudo em paris. Estas tornaram-se, rapidamente, muito famosas e amplamente reconhecidas. Estes bailados chamaram tanta atenção por se terem focado em movimentos que realçassem a flexibilidade e em bailarinas altas e esguias.

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Um momento de alta sedimentação desta mudança foi a carta de Michel Folkine para o The Times inspirado por Isadora Duncan que proponha: que os passos tem de ser adequados ao tema e não apenas o uso de passos pré-estabelecidos; a dança e a mímica devem ser usadas como expressão dramática do bailado em si; o homem é expressivo da cabeça aos pés, logo todo o corpo deve ser usado; o corpo coletivo (os grupos) têm valor por si mesmo; o bailado deverá associar-se com outras artes.

O exemplo que trouxemos para evidenciar este movimento foi o “Firebird” de Stravinsky, que conta a história de um filho de um czar que se apaixona por uma princesa raptada por um feiticeiro malvado. Nesta obra o Pássaro de Fogo é um item distante e abstrato, mais uma força do que uma pessoa.

Então como e onde encontramos influencias de outras artes e outros media no “FireBird”? E como a evolução de dos media também afetam o bailado? Podemos encontrar estas repercussões no cenário, nos fatos, na maquilhagem, nas luzes e no áudio. Todas estas artes e medias tem evoluído nos seus próprios ramos, auxiliando o desenvolvimento do bailado por consequência.

 

Rodrigo Sérgio & Tiago Fernandes

Bem-vindo à televisão interativa

A Netflix, plataforma de stream criada nos Estados Unidos, está a investir numa nova revolução. Para além das alterações na forma como vemos um filme ou uma série em casa e nos hábitos de binge-watching, estes pretendem tornar a televisão interativa.

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De facto, o stream alterou completamente a forma tradicional de se ver televisão. Agora a Netflix investe num projeto em que colocam o espetador numa posição de Deus, decidindo os storyline dos personagens do programa de TV ou do filme.

O projeto teve inicio num cartoon infantil chamado Puss in Book: Trapped in an Epic Tale onde o espetador tinha a possibilidade de escolha entre o personagem principal – o Puss in Boots – lutar contra uma árvore ou contra um Deus. Porém, a plataforma de stream tem planos em desenvolver esta nova forma de transmissão e apostam em Black Mirror, onde a narrativa é muito mais complexa do que no cartoon infantil.

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Apesar de já existirem reality shows  em que existe uma espécie de interação entre o espetador e o programa, como por exemplo o The Voice e American Idol, este é o primeiro em que o espetador irá poder interferir diretamente na storyline de um personagem e traçar o destino desta.

Deste modo, podemos afirmar que a Netflix está a distanciar-se cada vez mais dos meios tradicionais televisivos e a apostar, assim, numa televisão interativa.

A Reprodutibilidade Digital e a Explosão Musical pelos Serviços de Streaming

Nos dias de hoje, o meio digital faculta-nos o acesso a obras musicais de uma forma absolutamente nova, fácil e imediata. A música circula online, podendo ser acedida a partir de um computador ou de aplicações próprias para smartphone e adquirida por qualquer pessoa, na maioria das vezes sem qualquer custo, nas chamadas plataformas digitais (também denominadas serviços de streaming) – Spotify, Apple Music, Deezer, entre outras -, que possibilitam a (re)produção em massa e, consequentemente, uma maior aproximação ao público, possibilitando uma verdadeira democratização da arte musical e uma “explosão musical”.

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A música deixa de ser um arquivo material, físico, palpável, para se tornar um arquivo virtual para ser disponibilizado em rede, constituindo uma cópia da maquete original feita em estúdio pelo artista. Já não é preciso comprar um CD para ouvir uma música; nestas novas ferramentas de streaming áudio o ouvinte pode mesmo criar uma playlist das suas músicas preferidas no momento e atualizá-la sempre que quiser. Os formatos físicos como o CD ou o vinyl já não têm, portanto, a preponderância de outrora, ao ponto de haver, atualmente, quem faça coleção de vinyls ou de CD’s.

Podemos tomar como exemplo o caso de Richie Campbell, um conhecido artista português que disponibilizou em dezembro do ano passado a sua nova mixtape apenas em formato digital, nas plataformas YouTube, Spotify, Apple Music e iTunes. Em declarações ao Jornal i, o artista refere:

A transformação no panorama teve a ver com a internet e com a noção de que não precisas das editoras para nada. De repente, apareceram veículos para levar a música às pessoas. Isso dá-te a confiança para poderes navegar no mercado e assegurar sempre a dignidade do artista.

 

Fonte: JORNAL I. Richie Campbell. “A única forma de explicar estas influências é Lisboa”. Disponível em: https://ionline.sapo.pt/598963. Acesso em 10 de dezembro de 2018.

Carolina Silva