Hoje em dia já nascemos com camaras fotográficas de alta qualidade que nos captam imagens muito idênticas á realidade do olho humano e que nos permitem ver e selecionar as fotos que queremos no mesmo dispositivo. Mas como era quando não existiam estas tecnologias, que processos eram usados para a captação de imagens e a revelação destas?

A fotografia tem como definição a criação de imagens com base na inscrição de luz. A história da fotografia faz-se com base em vários nomes, e várias técnicas criadas ao longo dos anos. Neste texto queremo-nos focar num nome apenas, Joseph Nicéphore Niépce, e numa só técnica, a heliografia.

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Joseph Niépce começou a experimentar processos fotográficos em 1793, enquanto trabalhava como oficial do exército. O objetivo das suas tentativas de processos fotográficos era obter uma imagem que permanecesse no tempo.

Demorou vários anos a obter esse objetivo, no início e enquanto ainda estava no exército apenas conseguiu imagens que se aguentavam durante meros segundos e desapareciam muito rapidamente.

Saiu do exército com 40 anos para se dedicar a estes processos e a obter o que desejava, só o conseguiu pela riqueza que a sua família possuía. Em 1824 começou a produzir imagens que demoravam a desaparecer, no entanto não eram permanentes, apensas conseguiu esse feito no ano de 1826, essa imagem pode ser vista até aos dias de hoje.

Em frança o que estava mais na moda era a litografia, mas Joseph não tinha habilidades de desenho e começou a tentar obter imagens com a câmara escura. O processo inicial foi feito sob o material litográfico da imprensa, este envolveu um papel com cloreto de prata e expôs durante horas sobre a câmara escura, obteu uma imagem fraca que conseguiu fixar apenas parcialmente ao aplicar ácido nítrico. No entanto as imagens que obtia eram a negativo e o que este procurava era uma imagem permanente que pudesse ser utilizada como placa de impressão.

Depois de muitas tentativas, de vários processos e várias tentativas, envolveu uma placa de estanho com betume branco da Judeia (um terreno montanhoso do sul de Israel que tinha uma propriedade que o permitia endurecer quando atingido pela luz) e em 1826 expôs essa placa durante 8 horas na sua câmara escura e obteu uma imagem permanente do seu jardim. 

 

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Essa imagem foi considerada “a primeira fotografia permanente do mundo”, mesmo que não tivesse meios tons nem servisse para a litografia.

O próprio autor batizou esta técnica como heliografia, pois considerou que a sua obra era uma gravura com a luz solar.

 

Carolina Pina