A tecnologia e a arte sempre foram e são aspetos cruciais para a nossa evolução, a arte como expressão de emoções, pensamentos e desejos e a tecnologia através da aplicação de métodos e conhecimentos para fins práticos. Ao longo dos anos, os avanços da tecnologia tornaram possível aos artistas explorar diferentes maneiras de se expressar e proporcionar experiências significativas, diferentes e interessantes ao público, isto mostra que a evolução da tecnologia reflete-se nas práticas artísticas, de facto, na Grécia antiga, a palavra “techne” poderia ser traduzida como “arte” e referia-se ao método e conhecimento pelo qual uma tarefa era alcançada ou a um produto material criado, ou seja, as palavras “técnica” e “tecnologia” estão diretamente relacionadas com “techne”, isto significa que “techne” pode ser aplicado tanto à atividade de arte quanto à tecnologia, pois ambas pretendem criar peças ou produtos com um valor estético ou que resolvam um problema específico através do uso do conhecimento, apesar disto a tecnologia, a ciência e a matemática são frequentemente vistas como incompatíveis com a prática artística, a manifestação de emoções e a criatividade. No entanto, quando olhamos um pouco mais em pormenor, podemos ver que o metódico, o lógico e o matemático são uma fonte de inspiração ou até mesmo uma ferramenta para os artistas criarem, basta observarmos as obras geométricas de Leonardo Da Vinci como O Homem de Vitrúvio para percebemos isso, e se pesquisarmos um pouco mais podemos ver que Leonardo Da Vinci era tanto artista quanto era também cientista.

Homem vitruviano de Leonardo Da Vinci.

Isto é apenas um dos muitos exemplos de que a tecnologia e a arte sempre interagiram. No entanto, o que se tornou aparente é que a tecnologia só será capaz de imitar a mão do artista, nunca a substituirá completamente.