Etiquetas

, , , ,

Quando foi a última vez que vimos um filme nos cinemas? E a última vez que assistimos a um filme ou um programa na Netflix?

Antes da Netflix, os consumidores iam ao cinema, alugavam fitas VHS ou DVDs e assistiam ao que passava na televisão. Agora, os consumidores podem transmitir conteúdo instantaneamente para qualquer dispositivo e em qualquer lugar. A Netflix mudou a maneira como os consumidores acedem a filmes e a TV, eles já não são forçados a assistir a publicidade. Em vez de pagar pelos planos de distribuidores, como a NOS, MEO e Vodafone, a Geração Z está cada vez mais a começar a cortar nesses pacotes.

Este não foi o único impacto do desenvolvimento tecnológico na arte cinematográfica, antes disto, este desenvolvimento afetou também o próprio conteúdo feito pela indústria. No passado, a produção de filmes era limitada por inúmeras condições, mas com a introdução das novas tecnologias digitais, tais como a imagem digital, efeitos especiais e a tecnologia do plano verde, essas limitações acabaram. As filmagens podem agora ser feitas sem entidades físicas e produzidas por computadores, por isso, todos os tipos de desastres naturais, maravilhas do universo e outros cenários que dificilmente poderiam ser representados podem ser facilmente executados na grande tela. Estas tecnologias trouxeram também tópicos que até então não tinham sido explorados como mitos e lendas, mundos alienígena e outros tópicos que dificilmente eram explorados devido às limitações técnicas.

Uso do plano verde no filme “Titanic” de James Cameron (1997)

Um dos grandes desenvolvimentos foi todo o processo de distribuição que foi totalmente facilitado, apesar deste ainda não ter atingido o seu ápice do que ele é capaz. A distribuição pelo YouTube tem sido a forma mais comum de marketing. Os grandes estúdios lançam os trailers com grandes orçamentos, enquanto os cineastas independentes procuram financiamento e olhos interessados ​​em publicar conteúdo em vários canais do YouTube. Obviamente, o efeito adverso é que a qualidade diminuiu significativamente.

A Netflix e Youtube já mostraram que iram conseguir dominar e moldar esta indústria, mas este mercado ainda não foi totalmente explorado. Há muito debate sobre o futuro do consumo de filmes, mas as empresas parecem estar cada vez mais dispostas a distribuir filmes online. Embora o digital prometa um novo e empolgante mundo de distribuição e visionamento que vem ajudar a aldeia global a desenvolver-se e a ficar mais ligada a indústria do cinema ainda não parece estar totalmente convencida.

Ivo Lages.