O nosso dia-a-dia está repleto de novas tecnologias, desde o nosso telemóvel, que não sai do nosso bolso, permitindo que contactemos com todo o mundo onde quer que estejamos, a nossa televisão que sem sair de casa nos presenteia com imagens, por vezes em direto, que nos transportam para os conflitos e as lutas que as várias sociedades do mundo têm diariamente.

Estes meios tecnológicos “prendem-nos” e criamos hábitos à sua volta, ligamos a televisão todas as noites para ouvir o noticiário, ou todas as manhãs para nos sentirmos acompanhados enquanto nos preparamos para o trabalho…

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Desde o início dos meios tecnológicos que vemos uma importância crescente em transmitir à sociedade o conteúdo mais próximo da realidade possível, as imagens que nos chegam através dos documentários são gravadas nos locais, têm os sons reais do que está a acontecer. Estas imagens com os determinados sons aproximam o público da situação e criam um impacto e uma sensibilidade pelas pessoas do outro lado do ecrã, no entanto esse impacto nunca será igual ao que teriam vivendo as situações.

Os sentidos são muito importantes porque ainda são eles que criam uma “barreira” entre o público e esta realidade transmitida. Quando somos expostos às imagens passadas no noticiário, muitas delas de guerras, estamos apenas a ouvir e a ver, mas não estamos a sentir, a cheirar, a vivenciar, a nossa precessão por muito que seja próxima da realidade nunca o será na totalidade.

Esta consciência é importante para tudo, quando não podemos usar todos os sentidos não experienciamos da mesma forma.

Muitas vezes nas publicidades que passam na nossa televisão, o som ou a imagem são manipuladas para ter uma determinada sensação que seria completamente diferente com outro som ou outra imagem.

Sony Bravia Advertisment [HD]

Sony Bravia Advertisment [HD]- Som original

Este exemplo de publicidade é um dos melhores para percebermos esta diferença.

 

Carolina Pina