A Op Art (Optical Art) é uma corrente artística abstrata que emergiu na década 60. Na Arte Ótica, o termo “ótico” remete para a utilização de ilusões óticas. Embora nestas obras de arte em si seja estática, as formas e cores utilizadas provocam a ilusão de movimento e perspetiva, criando imagens que parecem vibrar e palpitar.

transferir.png

Muitos foram os pintores que ao longo da história se empenharam em utilizar ilusões óticas nas suas criações. Os artistas renascentistas, por exemplo, através de pinturas em superfícies lisas, tentaram criar imagens tridimensionais.

Em 1964, o The Times publicou um texto que descrevia um movimento artístico que utilizava ilusões óticas e que fazia referência à exposição The Responsive Eye que iria ser inaugurada no ano a seguir no museu de Arte Moderna de Nova York.

Eduardo-Nery-Untitled-detail-image-via-veritasleiloescom.jpg

Os artistas da corrente ficaram conhecidos por não utilizar as técnicas de pintura convencionais, recorrendo a um esquema limitado de cores, e um estilo próprio de desenhar a forma e os objetos.

Um exemplo destes artistas é Eduardo Nery. Nery nasceu na Figueira da Foz em 1938, e em 1956 inscreveu- se num curso de pintura em ESBAL. Em 1965, começou a envolver-se na Op Art onde combinou conhecimentos da arte têxtil com a Op Art. Revelando um trabalho inovador, que continuaria a explorar não só na tapeçaria, como também no azulejo, vitral, mosaico e no desenho de grandes pavimentos, como se vê na sua intervenção da calçada portuguesa da Praça do Município em Lisboa.

Eduardo_Nery_Azulejos_Campo_Grande_3883.jpg

Rodrigo Sérgio