Nos dias de hoje, o meio digital faculta-nos o acesso a obras musicais de uma forma absolutamente nova, fácil e imediata. A música circula online, podendo ser acedida a partir de um computador ou de aplicações próprias para smartphone e adquirida por qualquer pessoa, na maioria das vezes sem qualquer custo, nas chamadas plataformas digitais (também denominadas serviços de streaming) – Spotify, Apple Music, Deezer, entre outras -, que possibilitam a (re)produção em massa e, consequentemente, uma maior aproximação ao público, possibilitando uma verdadeira democratização da arte musical e uma “explosão musical”.

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A música deixa de ser um arquivo material, físico, palpável, para se tornar um arquivo virtual para ser disponibilizado em rede, constituindo uma cópia da maquete original feita em estúdio pelo artista. Já não é preciso comprar um CD para ouvir uma música; nestas novas ferramentas de streaming áudio o ouvinte pode mesmo criar uma playlist das suas músicas preferidas no momento e atualizá-la sempre que quiser. Os formatos físicos como o CD ou o vinyl já não têm, portanto, a preponderância de outrora, ao ponto de haver, atualmente, quem faça coleção de vinyls ou de CD’s.

Podemos tomar como exemplo o caso de Richie Campbell, um conhecido artista português que disponibilizou em dezembro do ano passado a sua nova mixtape apenas em formato digital, nas plataformas YouTube, Spotify, Apple Music e iTunes. Em declarações ao Jornal i, o artista refere:

A transformação no panorama teve a ver com a internet e com a noção de que não precisas das editoras para nada. De repente, apareceram veículos para levar a música às pessoas. Isso dá-te a confiança para poderes navegar no mercado e assegurar sempre a dignidade do artista.

 

Fonte: JORNAL I. Richie Campbell. “A única forma de explicar estas influências é Lisboa”. Disponível em: https://ionline.sapo.pt/598963. Acesso em 10 de dezembro de 2018.

Carolina Silva