Quem é que não conhece a obra “Starry Night” de Vincent van Gogh? Em 1889, o holandês criou aquela que viria a ser considerada uma das pinturas ocidentais mais icónicas. Atualmente esta obra encontra-se no Museu de Arte Moderna, em Nova Iorque.

Petros Vrellis nasceu na Grécia em 1974. Com estudos nas áreas das ciências da arte e engenharia elétrica, combina as duas vertentes para criar obras extremamente interativas. Usa essencialmente processos computacionais, mais especificamente o programa “OpenFrameworks”. É um excelente exemplo de artista que explora a integração da tecnologia na arte e todas as possibilidades que esta “parceria” traz.

À medida que vamos avançamos com o programa da unidade curricular “Arte e Multimédia”, vai também aumentando o espírito crítico e de investigação. Foi nesse seguimento que encontrei a obra de Vrellis que podem ver no vídeo abaixo disponibilizado.

Petros transformou a pintura “Starry Night” numa obra digital apresentada num dispositivo de ecrã tátil. Esta vertente computacional em que a obra de 1889 foi transformada permite ao espectador ser muito mais do que isso, permite-lhe ser um pouco o artista.

O utilizador pode interagir com a obra ao tocar no ecrã, mudando a direção do vento, construindo ou destruindo elementos da paisagem, consoante as linhas que vai desenhando ao passar o dedo.

Para além desta dimensão extremamente interativa, é também interessante entender que cada um pode viver e sentir a obra de maneira ainda mais diferente do que com a obra original. A digitalização da obra original permite o acesso a uma infinidade de paisagens manipuladas pelo utilizador, em tempo real, numa experiência única.

Outra dimensão presente na obra de Petros é a imersividade inerente à mesma. É indescritível a sensação de imersão que se tem ao ver uma imagem que se move, quando falamos de uma pintura tão conhecida e aclamada. É quase como trazer de volta à vida um bocadinho de Van Gogh, numa outra visão, repleta de outras dimensões.  Esta imersividade também nos chega um pouco por causa da música. Petros joga com a intensidade para criar ainda mais essa sensação de imersão e ao mesmo tempo contribuindo para o caráter multimédia da obra.

Na minha opinião, Petros fez jus à obra de Van Gogh!

Susana Silva