O termo “inteligência artificial” foi criado pelo pesquisador e matemático John McCarthy em 1956. Este também foi responsável pelo desenvolvimento do Lisp, que é uma família de linguagens de programação computacionais, assim como um sistema que permite que os robots tenham a capacidade de jogar xadrez com humanos.

    O Teste de Turing proposto por Alan Turing no seu artigo de 1950 intitulado “Computing Machinery and Intelligence” debate essencialmente a questão “As máquinas podem pensar?”. No teste o computador é interrogado por um humano. O computador passa no teste se o interrogador não conseguir distinguir se do outro lado está um computador ou um ser humano. Portanto, para Turing, a inteligência é “a habilidade de obter uma performance de nível humano em todas as tarefas cognitivas de forma a enganar um interrogador humano”.

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    Atualmente, à medida que a tecnologia e a indústria biotecnológica avançam, diversas questões são colocadas constantemente. Mas, a dúvida que mais tende a permanecer é se eventualmente no futuro essas inteligências artificiais têm sentimentos humanos ou consciência (self-aware).

    O nosso desejo profundo é obter a imortalidade. Mas os cientistas poderão alcançar a vida eterna por outros meios através da transferência de consciência para uma máquina ou para um mundo virtual. E se pudéssemos armazenar as nossas memórias e emoções numa máquina de pensar? Quando morremos, essa inteligência artificial pode continuar a representar-nos, para sempre.

    Um exemplo real disso é o robot BINA 48 criado em 2010 pela Hanson Robotics. As feições de Bina48 são baseadas em Bina Aspen Rothblatt. O robot possui as memórias, crenças e valores da Bina verdadeira e, para isso, foram precisas mais de 100 horas de conversas gravadas para compor a personalidade de Bina48.

    Cabe assim à indústria biotecnológica empurrar os limites da morte cada vez mais para o futuro. Talvez num futuro próximo, um clone robot da mente de uma pessoa seja criado. Mas seria mesmo essa pessoa? Continuaria a possuir aquela singularidade que lhe é própria? E, finalmente, será toda esta situação ética?

 

Matilde Rebelo Pereira