O Museu dos Descobrimentos de Belmonte expõe ao público aquele que foi o período áureo da história de Portugal, nomeadamente a descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral. No entanto, este é um museu que propõe partilhar o conhecimento da temática de uma forma que não é habitual. É através da tecnologia que se recria o ambiente vivido na altura, ao transportar o visitante para a embarcação de Pedro Álvares Cabral e a partir daí, com a sua própria participação, descobrir os tempos dos Descobrimentos. 

A forma como a tecnologia é usada neste museu faz com que o espectador se interrogue e consequentemente procure, através da própria participação, as respostas escondidas atrás de um sistema informático. Existem várias salas interativas que, como se pode visualizar no video, remetem o espectador para este período áureo através de ecrãs táteis, projeções, sons reais, luzes LED, sensores. Esta interatividade só é possível através de um sistema informático que processa a informação e possui instruções para que no fim haja um resultado e assim o visitante tenha esta capacidade participativa. O computador, ao agregar toda esta informação, é também um meio enciclopédico uma vez que responde às dúvidas que o espectador quer ver respondidas, transmitindo por si só conhecimento. Por fim, esta forma de o visitante se sentir a viver os seus antepassados só é possível devido à capacidade espacial do computador criando assim este espaço virtual. Desta forma podemos considerar que as quatro capacidades digitais descritas por Janet Murrey são sentidas ao longo da visita pelo Museu dos Descobrimentos de Belmonte. 

O meio digital foi assim a forma encontrada para que os visitantes viajem no tempo e se sintam num ambiente impossível de voltar a viver, conseguindo assim alcançar as mais variadas emoções e sentimentos pela história nacional. 

Patrícia Morais