Há poucas décadas, não se imaginava o quanto que a tecnologia geraria possibilidades dentro do meio artístico. No ponto de encontro entre maquina e a arte é onde surge o conceito de arte multimédia. Esta pode agregar em outros formatos como: literatura, dança, teatro, música, etc. Um exemplo disso são os projetos promovidos pelo grupo de Pesquisas Poéticas: corpoaudiovisual, criado em 2004, em Salvador.

O grupo tem como objetivo promover pesquisas e reflexões sobre o corpo em contato com a Cultura Digital. Dentro do espaço teórico e artísticos, podemos fazer um paralelo entre o projeto e alguns dos conceitos utilizados por Randall Packer e Ken Jordan, como integração e imersão.

Úmido

A integração consiste justamente nessa união entre as formas artísticas com a tecnologia, resultando em uma forma híbrida de expressão. Podemos visualizar isso na imagem retirada do Projeto Úmido, de 2005. O jogo de luz e sombra, somado à projeção de imagens compõe e dão personalidade a toda performance.

Já a Imersão consiste na experiência tridimensional que permite os indivíduos adentrar nos cenários criados através de programadores da multimédia. Os utilizadores são postos entre telas e projeções, fazendo com que os corpos interajam com as camadas digitais.

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Com base nesses aspectos, concluímos que a arte multimédia não limita e nem exclui. Ela amplia possibilidades, soma formas, ressignifica a arte e o fazer artístico.

Jade Quege de Moraes