Quando falamos da final do campeonato de futebol americano Super Bowl, automaticamente associamos aos espectáculos grandiosos que acontecem no intervalo do encontro. Para além dos artistas bastante conhecidos do mundo da música, este é um dos momentos mais esperados também pelo grande espetáculo de pirotecnia a que os milhões de espectadores já se habituaram a assistir. Em 2017 foi a vez de Lady Gaga assumir o papel principal no “Halftime Show” e a sua atuação não foi exceção.

A atuação de Lady Gaga consistiu num medley de músicas do seu repertório. Se a sua atuação fosse apenas escutada, o ouvinte teria uma experiência completamente diferente do espectador, uma vez que o espectador viu a combinação de formas artísticas e tecnológicas integradas num momento. Para além do bom desempenho da cantora, a imagem grandiosa do estádio, as projecções aéreas, o som, as luzes estrategicamente posicionadas no público, fazem com que o espectador tenha uma série de experiências audiovisuais que condicionam a sua vivência, criando uma grande interatividade. Ao combinar diferentes formas artísticas que se interligam a todo o momento, o espectador segue uma narrativa.

Este é um exemplo de uma atuação que depende bastante dos meios tecnológicos e digitais, e não funcionaria de outra forma, tendo em conta a dimensão do espaço. Só a arte digital torna possível esta elevação que prende a atenção do espectador do início ao fim.

Patrícia Morais