Reviver um concerto com Freddie Mercury? Sim. Elvis Presley? Porque não? Qual de nós nunca pensou o quanto gostaria de ver um concerto do seu ídolo já falecido há quarenta anos? Pois bem, isso irá ser possível a partir deste ano: Hologram Tours. Os hologramas são, dentro das suas limitações, uma aproximação fiel à imagem real da pessoa que se tenciona projectar. Têm o efeito de aproximar o espectador de algo, ou alguém, que à partida não é possível estar presente.

Apesar de ser um conceito que nos remete aos fins do séc. XX/inícios do séc.XXI, os hologramas têm vindo a ganhar uma nova força, tanto a nível tecnológico como social. Roy Orbison, ou “The Big O” como alguns o conhecem, é um dos grandes nomes americanos dos anos 60, um dos pioneiros do Rock and Roll, e cuja carreira durou mais de quarenta anos. Falecido no fim da década de 80, Roy Orbison, dá aos seus fãs, juntamente com o avanço tecnológico, uma oportunidade única de experienciar, uma vez mais, um dos seus concertos:

In Dreams: Roy Orbison in Concert – The Hologram Tour” é o nome da tour de Roy Orbison. A partir do dia 1 de Outubro até 19 Novembro, será possível assistir a um destes concertos, seja no Canadá ou por toda a América do Norte.

Esta prática já tinha sido testada há uns anos atrás, quando o artista Snoop Dog, que estava a actuar no Coachella 2012 juntamente com Dr. Dre, surpreendentemente “traz de volta” um dos maiores e mais respeitados rappers de todos os tempos, Tupac Amaru Shakur (2PAC; Makaveli:

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Quem também vai ter o seu hologram show, estando os fãs contra ou a favor, é Amy Whinehouse. A artista britânica, que faleceu em 2011, “vai estar” em tour no próximo ano, juntamente com uma banda que irá complementar o espectáculo. Um holograma da sua imagem vai rodar os palcos de todo o mundo, trazendo de volta a energia de Amy, o soul da sua música e presença inconfundível.

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Ainda que várias pessoas sejam pouco receptivas a este tipo de práticas, não compreendam ou não concordem, o hologram concert é uma óptima forma de recordar artistas, ou até mesmo momentos, impossíveis de experienciar uma vez mais.
Poderá ser o início de uma nova era? Quem sabe.

 

Luís Calixto