Paul Jackson Pollock nasceu no dia 28 de janeiro de 1912 e tornou-se um dos maiores pintores norte-americanos numa vertente do expressionismo abstrato.

A técnica de pintura pela qual Pollock ficou mundialmente conhecida foi o dripping, uma técnica criada por Max Ernst que consistia no gotejamento da tinta sobre a tela: as pingas escorriam de forma harmoniosa e formava traços que pareciam entrelaçar-se. Pollocok pintava com a tela pousada no chão de maneira a sentir-se dentro da mesma e a partir da primeira pinga que derramava na tela criava uma obra de arte. Um facto curioso nas obras de Pollock é que, além do mesmo não usar cavalete, também não usava pincéis. Eram obras elaboradas com uma mistura de simplicidade e pintura pura e para um melhor resultado, deixava que o inconsciente fosse tomado como ponto de inspiração, uma ideia que surgiu numa das suas consultas de psiquiatria já que o mesmo tinha bastante problemas com o álcool. Pollock começou a refletir sobre o assunto e essa consulta fez toda a diferença nas suas obras de arte.

Quando estou na pintura, não tenho consciência do que estou a fazer. Só vejo o que fiz depois de um período de consciencialização. Não tenho medo de fazer mudanças nem de destruir a imagem porque a pintura tem vida própria. Só perco o contacto com a pintura quando o resultado é realmente mau pois, caso contrário, há uma harmonia pura, uma troca tranquila e a pintura fica ótima.

Numa vertente do expressionismo abstrato, Pollock colocava em todas as suas obras uma enorme passividade mesmo quando fazia uso do action painting. A arte que produz traz consigo uma espacialidade enorme uma vez que as suas obras não são planas, sendo o próprio a criar um espaço entre a superfície da pintura e a tinta derramada sobre a tela.

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“A chávena de chá” (1946)

Para a população daquela época, a arte de Jackson Pollock era algo que até uma criança conseguiria fazer uma vez que se tratavam apenas borrifadelas de tinta sobre uma tela. No entanto, há em toda a sua obra uma técnica e genialidade imensa, onde as pingas de tinta são derramadas de maneira a criar composições com linhas, cores e texturas que despertem em quem as vê, um misto de emoções.

Quatro meses após a sua morte, Pollock recebeu um memorial no Museum of Modern Art, em Nova Iorque. Trata-se de uma exposição de todo o seu trabalho mais significativo e no vídeo que se segue é possível ver uma reprodução da forma como Jackson Pollock produzia a sua arte.

 

Nuno Gomes