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American Horror Story: Roanoke [AHS: Roanoke], a sexta temporada da série de televisão criada por Ryan Murphy e Brad Falchuk, é um exemplo fantástico para compreender os conceitos elencados por Jay David Bolter e Richard Grusin (remediação, imediacia e hipermediacia).

A temporada desdobra-se em 6 programas diferentes (separados em três partes distintas): My Roanoke Nightmare (nos primeiros cinco episódios); Return to Roanoke: Three Days in Hell (do sexto ao nono episódio); Crack’d, The Lana Winters Special, e Spirit Chasers (no último episódio).

AHS opening

Em primeiro lugar, se a remediação é “a lógica através da qual novos média derivam, transformam e coexistem com os média anteriores” (Manuel Portela, 2010), AHS: Roanoke, por ser integralmente composto por outros programas televisivos ficcionais (documentários de TV, reality shows, talk shows, noticiários), câmaras de polícia e de segurança, found footage, é um produto direto dessa lógica.

E ainda que haja momentos mais literais dos primórdios da remediação, como é o caso no último episódio, no programa Crack’d, onde vemos vários esboços da cena de Lee no tribunal (courtroom sketches), que são remediadas para a gravação digital (por câmaras de filmar profissionais do programa, assim como gravação feita pelas câmaras do tribunal), em AHS: Roanoke, a maior parte de remediação faz-se através de incorporações de formas oriundas do seu próprio meio.

AHS RGB

A série torna óbvio o uso de outro tipo de programas através do uso de hipermediação: sejam os rodapés nos noticiários, as sequências de abertura dos programas (como o de The Lana Winters Special), ou a interface de sites (como o Youtube).

Quando no final acompanhamos a conversa entre Lee e Flora, seguimos, pela primeira vez, o olhar omnipotente (e imediático) da série, que irá fechar a temporada com a segurança de uma continuação do massacre.

AHS blood moon

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