Segundo “Defining Multimedia” (2002), a palavra multimédia pode caracterizar-se segundo cinco conceitos: a integração; a interatividade; a hipermédia; a imersão e a narratividade. Neste pequeno texto irei restringir-me à interatividade e à imersão.

Entende-se como interatividade a capacidade de o utilizador manipular e afetar diretamente a sua experiência com os media e comunicar com outras pessoas através dos media.

Um software bastante atual de interação virtual utilizado em algumas escolas do país é o activcast. Este software visa uma maior interação entre professores e alunos, de modo a fomentar ainda mais o interesse pelas matérias das disciplinas, sem a necessidade de utilizar fios. Deste modo é possível espelhar os conteúdos que os professores pretendem dar para todos os dispositivos eletrónicos que os alunos tenham, tornando-se ainda mais fácil a realização de exercícios, pois toda a turma tendo acesso à questão colocada pode resolvê-la ao mesmo tempo. No exato momento em que os alunos respondem às questões, os professores têm acesso a elas e podem corrigir na hora. Este software também permite a partilha de aplicativos para toda a turma.maxresdefault392x696bb.jpg

A imersão ocorre quando o individuo, através de meios, passa a fazer parte de uma realidade virtual; o virtual torna-se real. Isto é possível devido a recursos que criam um efeito de três e quatro dimensões. Devido à falta de oportunidades de experienciar a visualização de um filme em quatro dimensões, irei apenas exemplificar o de três dimensões.

Entre os filmes de três dimensões (3D) que tiveram impacto destaca-se o Avatar. Os efeitos especiais presentes no filme foram muito bem absorvidos pelos espetadores devido aos efeitos 3D que proporcionaram uma ligação melhor entre ficção e realidade. Com os óculos 3D as pessoas sentiram que as imagens produzidas ganhavam vida, “saíam do ecrã” e tudo ficava mais intenso. Avatar é uma inovação devido à visualização 3D e também pelas câmaras criadas especificamente para a realização deste filme.

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A tecnologia 3D, utilizada por James Cameron na elaboração deste filme, (…) permite que não só o protagonista tenha a oportunidade de, gradualmente, descobrir os encantos e o verdadeiro significado do território na’vi, mas também o público, que é levado para dentro do cenário desta película, e tem assim a chance de aprender a ver o interior da floresta, e compreender, desta forma, o sentido real que os nativos atribuem a este local sagrado.

Ana Lucia Santana

Sofia Moreira

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