A Era atual é marcada pela linguagem da digitalização, sendo por isso possível interrogarmo-nos que impacto estas têm quando associadas as novas tecnologias da informação e comunicação, assim como na compreensão dos museus e do bem cultural.  Há quem as entenda como uma desumanização, contudo podemos testemunhar, que a historia e o património cultural passam agora por uma renovação com efeitos benéficos. Sendo estes provocados pela digitalização, acabando esta por gerar novas formas de comunicação e também criação.

Assim, o tradicional museu acabou por se adaptar e transformar à era digital e da computação, sendo que foi das primeiras instituições que se ousou a enfrentar o desafio das TIC.

Associada à transformação dos tradicionais museus está a linguagem da hipermédia, esta tem sido implementada nos museus em três diferentes áreas: 1) o “sobre” o museu (apoio offline, desenvolvido maioritariamente na década de 90); 2) “a partir” do museu (o caminho online); e “dentro” do museu (incorporação de elementos interativos na narrativa dos museus e nas próprias instalações).

Um exemplo da digitalização e computação dos museus, é o “Museum of the Future”, situado em Linz, Áustria, no centro cultural, educacional e instituto cientifico ativo no campo dos “new media art” Ars Eletronica Center.

Neste museu são exibidas e processadas diversas misturas de gêneros artísticos e domínios científicos, existindo também lugar para a biotecnologia, engenharia genética, neurologia e robótica. No entanto, todas as exposições acabam por se concentrar em questões relacionadas com a forma como as pessoas podem lidar com o meio ambiente, procurando oferecer uma variedade de perspetivas sobre a nossa natureza, as nossas origens e o nosso mundo.

GeoPulse está atualmente exposta no Ars Eletronica Center, esta permite-nos viajar pela cidade de Linz e outras cidades do mundo através de ferramentas de visualização de última geração e de um simulador. Utilizando uma caneta digital, somos levados a mergulhar numa base de dados interativa onde podemos encontrar mapas das cidades e viajar através das paredes e outros objetos. A fácil interação e a utilização de meios tecnológicos, permite-nos viajar e encontrar de forma visual e intuitiva informações complexas sobre as diversas cidades. Esta prática e divertida abordagem reúne os factos essenciais e comparações globais sobres as metrópoles dando acesso a vídeos, imagens, textos, estáticas, entre outras coisas dos diversos tópicos urbanos.

Por fim, podemos referir, que esta forma lúdica de explorar e viajar o mundo sem sair de um museu, é graças à evolução e inclusão da computação e das Tecnologia da Informação e Comunicação

Francisca de Sá Carvalho

 

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