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   Numa tentativa de distanciamento de uma expressão eclética/clássica do século XIX, a arte moderna, procura, de forma revolucionária, evocar o passado com o objetivo de parodiar aquilo que já foi inventado. Desta forma, a arte moderna é encarada como uma arte utópica, futurista em que as formas estéticas se devem integrar na indústria, servindo como modelo de um modelo progressista de organização social (Bauhaus, International Style).

        Porém, numa tentativa de rutura radical com os padrões sociais de uma arte (modernista) tradicional, surge um movimento pós-modernista, que se vai destacar pela sua expressão disjuntiva, assim como, a forma com o se apropria do passado de modo a reinventar o que já foi feito (em vez de parodia-lo, ou seja, o contrário do que se fundamentava o movimento modernista).

“…a arte contemporânea dedica-se precisamente a isso: apropriar-se da banalidade, do desejo, da mediocridade como valor e ideologia. Nessas inúmeras instalações, performances, há apenas o jogo de compromisso com a situação, ao mesmo tempo que com todas as formas passadas da história da arte”

– Baudrillard

     Esta apropriação torna-se possível, mais tarde, na década de 60, quando surge a arte eletrónica, através da construção de objetos eletrónicos e vídeoarte, esta abrange manifestações artísticas que envolvem a tecnologia, como a ASCII art, Glitch Art, as esculturas virtuais, pinturas interativas, a web arte, vídeo-arte, entre outros. Estas manifestações artísticas baseiam-se em elementos como a interatividade, a robótica, computação gráfica e o multimédia, além de colagens de informações, e mais recentemente, a tecnologia dos QR-Codes.

     A união da arte com as novas tecnologias e meios de comunicação digitais, permitiu a construção do conceito de ciber-arte, conceito este que engloba a vídeoarte, tecno-body-art, arte holográfica e esculturas virtuais. No fundo, acaba por ser uma arte interativa dentro do paradigma digital da civilização virtual, contudo, apesar das marcas profundas que a arte eletrónica teve no campo das artes visuais, a comunidade musical  sofreu igualmente uma grande transformação no fim da década de 70, inicio da década de 80, através da introdução e popularização de instrumentos eletrónicos como sintetizadores, drum machines e samplers assim como o aparecimento de disco-jockeys, que permitiram a popularização da música eletrónica que por sua vez deu origem a subgéneros como o “tecno”, o rap, hip-hop industrial, que acabam por ser um meio de fusão de um tipo de música futurista, minimalista com impulsos tribais contemporâneos com grande impacto social e cibercultural. 

Exemplos de músicas:

Tecno (anos 80): https://www.youtube.com/watch?v=-jhusIzW-SM

Rap (anos 80): https://www.youtube.com/watch?v=2cjv7hEAytU

Hip-hop industrial (recente): https://www.youtube.com/watch?v=HIrKSqb4H4A

Referências bibliográficas:

http://www.blogacesso.com.br/?p=102 

https://en.wikipedia.org/wiki/Industrial_hip_hop

https://en.wikipedia.org/wiki/Electronic_music