guillaumeapollinaire

Guillaume Apollinaire nasceu em Roma no dia 26 de Agosto de 1880 e morreu em Paris com 38 anos no dia 9 de Novembro de 1918.

Foi um escritor e crítico de arte e considerado um dos mais importantes ativistas culturais das vanguardas do início do século XX, reconhecido particularmente pela sua poesia sem pontuação e gráfica. Escreveu manifestos importantes para as vanguardas na França.

Em criança estou no no colégio Saint-Charles no Mónaco, e foi aí que começou a escrever. Durante a sua juventude, viveu em condições precárias e com um ambiente familiar conflituoso, até aos seus 20 anos, quando se tornou colaborador no jornal Tabrin, que era um semanário satírico publicado em Montmartre ( um bairro parisiense de grande efervescência cultural e intelectual, conhecido por abrigar artistas e escritores).

Assinando com o nome Wilhelm Kostrowiztky, publicou três poemas na revista La Grande France.

Foi durante o ano 1902 acompanhou uma família aistocrata de origem alemã, tendo nesse período visitado Colonia, Hanover, Berlim, Dresde, Munique, Praga e Viena; lugares que o inspiraram a escrever poemas, artigos e contos que foram publicados quando regressou à França. Foi nesse regresso a Paris que se tornou colaborador no semanário L’Européen. Nesse mesmo ano, La Revue Blanche pulica os seus textos, já assinados como Guillaume Apollinaire. É a partir desse momento que a sua carreira como escritor começa a progredir, Apollinaire torna-se crítico e começa a colaborar para a imprensa parisiense.

Em 1913 publica um livro de poemas intitulado Álcoois.

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Apollinaire foi defensor de todas as vanguardas artísticas, nomeadamente o  cubismo, e criador do surrealismo em 1917. Os surrealistas rejeitam a “ditadura da razão” e valores burgueses como pátria, família, religião, trabalho e honra.

Mais do que um movimento estético, o surrealismo é uma maneira de ver o mundo, uma vanguarda artística que transcende a arte.O surrealismo teve principal destaque nas artes, estando presente em quadros, esculturas ou produções literárias que procuravam expressar o inconsciente dos artistas, tentando contornar os limites do pensamento racional.

Entre os seus métodos de composição estão a escrita automática (produção de material escrito que objetiva evitar os pensamentos conscientes do autor, através do fluxo do inconsciente).

Mariana Mendes