É importante reconhecer que a constante evolução dos média, pois sendo um meio de propagação cultural e de informação, não entra em estagnação,a este processo de renovação, eles (Bolter e Grusin) chamam “remediação”, referindo que os media anteriores se renovaram (transformaram e mesmo coexitem) face a media ainda mais antigos, por exemplo, a fotografia remediou a pintura, o filme remediou a fotografia, a televisão remediou o filme, o teatro de revista e a rádio.

      É fundamental compreender a presença do meio em si próprio, ou mesmo, quando ele se encontra “mascarado”, quase não se dando por ele. Nesta fase podemos nos deparar com os conceitos de remediação, hipermediacia, imediacia, que, nos são pela primeira vez apresentados por Jay David Bolter e Richard Grusin .

    A remediação é definida por Paul Levinson, como a compreensão entre os diferentes tipos de média, e o processo pelo qual as novas tecnologias dos media tornam melhores ou rectificam as tecnologias anteriores.

     Bolter e Grusin, usam a remediação como lógica formal, pela qual os novos media renovam as formas dos media anteriores. Consiste, praticamente, em reformar as formas de média anteriores, como são os seguintes casos:

  • Fonografia para concerto
  • Pintura para fotografia
  • Teatro para cinema
  •  Romance para cinema
  • Imprensa para hipertexto electrónico
  • Telefone para teleconferência

    

      No caso, por exemplo, da pintura como forma de representação da realidade surgiu ainda na pré-história com as imagens rupestres acompanhando-nos durante toda a nossa evolução, porém, há já alguns séculos que é reconhecida como uma das mais sublimes formas artísticas. No século XIX, surgiu a fotografia, que veio impressionar a sociedade pela sua representação extremamente realista das coisas.

     Durante a segunda metade do século XIX, a pintura e a fotografia opuseram-se, de modo que, a pintura continuava a ser encarada como arte enquanto que a fotografia não obteve logo esse estatuto, por ser um processo mecânico que captava imagens através de fenómenos físico-químicos, o que fez com que os fotógrafos fossem vistos com técnicos e não como artistas.

Inicialmente, a fotografia era demasiado dispendiosa e inacessível para as classes mais baixas, contudo, este obstáculo foi superado graças às evoluções do processo de revelação e captação fotográfica. Em relação à pintura, a fotografia era mais rápida, mais realista e permitia a multiplicação de uma única imagem, contudo, não fez com que a pintura perdesse o seu estatuto.

 

 

A criatividade que os artistas exibiam nos quadros continuava a ser valorizada, mas a determinada altura a pintura e fotografia começam a colaborar entre si e a evoluírem uma com a outra.

 

 

    Todos os média digitais funcionam numa relação entre os meios anteriores,como tal, resultam em quatro tipos de remediação fundamentais:

a) Incorporação de meios anteriores, procura apagar a diferença, ex: digitalizando um livro preservando a sua estrutura e aparência originais:

b) Incorporação de meios anteriores acentuando a diferença, ex: digitalizando imagens de cinema ou televisor e utilizando-as numa obra inteiramente digital.

c) Absorção intrgra de um meio anterior, minimizando as diferenças entre ambos, ex: um jogo de computador que permite os jogadores serem personagens de uma narrativa fílmica.

d) Incorporação de outras formas oriundas do seu próprio meio, ex: um livro que incorpora elementos de outro livro.

 

Fontes:

https://immediacyhypermediacyandremediation.wordpress.com/2009/05/03/01imediacia-hipermediacia-e-remediacao-os-tres-elementos-da-genealogia-dos-novos-media/

https://www.google.pt/search?q=helena+Almeida&client=firefox-b-ab&tbm=isch&imgil=45uA7zeNwpSXbM%253A%253BCMmjkTs5WWnICM%253Bhttp%25253A%25252F%25252Faperture.org%25252Fblog%25252Fmagazine-helena-almeida%25252F&source=iu&pf=m&fir=45uA7zeNwpSXbM%253A%252CCMmjkTs5WWnICM%252C_&usg=__R4lThtroDYBvC2T_cK5Hno4PeO0%3D&biw=1360&bih=814&dpr=0.9&ved=0ahUKEwjo49fnsvnPAhUGBBoKHQbeCIgQyjcIhwE&ei=zB0RWOjNL4aIaIa8o8AI#imgrc=_