O mundo está cheio de possibilidade, é como uma mesa de bufê com tantos pratos deliciosos que nem o mais dedicado comensal poderia provar de todos. ”

– Zygmunt Bauman, frase do livro ‘Modernidade Líquida’. 

 

The new media object consists of one or more interfaces to a database of multimedia material. ”

Lev Manovich, frase do livro ‘Database as Symbolic Form’

Começo citando, dois incríveis pensadores, a fim de criar um paralelo entre eles. A partir de conceitos lecionados por Lev Manovich, no que diz respeito à narratividade não linear, podemos estabelecer que nossos media casam-se muito bem com os ideais apresentados pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman em seu livro “Modernidade Líquida”.

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Zygmunt Bauman (esquerda), Lev Manovich (direita)

Bauman, em seus ensaios, diz como os laços humanos que são estabelecidos em rede (ou como ele intitula “amizades de Facebook”) são atrativos, pois com a mesma facilidade com que pessoas podem se conectar, elas podem também se desconectar. Assim, comparamos a própria forma humana de se relacionar com a interface de qualquer aparelho, onde temos o poder de selecionar e alterar nossa narrativa com apenas um “toque”.

A sociedade pós-moderna possui uma total integração com a informática. A partir disso, a relação com a própria narratividade se modificou e com isso; passou a ter uma nova percepção, podendo distinguir e alinhar toda sua experiência em relação aos próprios interesses. Desta forma, o usuário deixa de seguir a narrativa e passa a fazê-la. Lev Manovich, alerta que não basta somente a narrativa, o autor deve organizar o banco de dados de tal forma a criar um vínculo que resulte sem perda de significância perante as exigências do usuário.

Posso concluir então estabelecendo uma comparação: as amizades em uma rede social são, portanto, os bancos de dados e a forma como interagimos corresponde a cada ser dentro desta rede que faz parte da nossa narratividade.

Tomás Barreto

Fontes: