“Digital”, termo sugerido em “Being Digital”, por Nicholas Negroponte, é modernamente utilizado, para descrever uma nova linguagem globalmente manuseada, por milhares de utilizadores.
Lev Manovich, centra-se na problemática desatenção do público e outros, perante a ferramenta crucial que é o software, na era digital.
Os formatos de propagação dos “new media”: acesso, manipulação, distribuição, análise e concretização de comandos e técnicas, que geradas através do software, são desenhadas e criadas por engenheiros e programadores, que vêm a desenvolver códigos digitais, ficheiros formatados e programações, empregados para oferecer a todos os utilizadores dinamismo e interatividade, durante a experiência computacional, como JavaScript(https:). Estes princípios, determinam protocolos traduzidos, em convencionais software, como por exemplo, o famoso “copy” e “paste” ou os milhares de hyperlinks, que oferecem o leque infinito de informação encontrada na world wide web.

Numa era digital, que colide com a era capitalista, faz sentido a aparição de técnicas particulares (softwares individuais) como a Google, que compra, periodicamente, pequenas empresas adicionando os softwares, por elas desenvolvidas, de modo a desenvolver os seus próprios websites. O protótipo de “Google Earth” foi um software, primordialmente desenvolvido, por “Keyhole, Inc”, implementado pela Google em 2014.
É usual o fenómeno, de técnicas, que criadas com um único propósito, ganhem novos panoramas. Estes são socialmente recriados, por grupos de pessoas, para a atração de um novo público, de forma, a que o software tenha mais sucesso. O photoshop, que fora inicialmente, desenvolvido na segunda metade do século XX, aplicava-se à análise e reconhecimento de fotografias. É, no entanto, atualmente, usado criativa e livremente para a manipulação de imagens (cor, resolução, formato, etc…).
As técnicas, ferramentas e convenções, dos media software não representam uma simples transição, de “analógico” para “digital”. Manovich, vem propor uma nova definição – “media computing” – que substituiria “new digital media”, já que este minimiza o verdadeiro processo, bem como, o significado da revolução computacional. O investigador, defende que os “new media” não se situam “dentro” dos objetos digitais, pelo contrário, localizam-se “fora”, através de representações numéricas. Em contrapartida, a “representação digital”,centra-se na exibição de imagens, textos, formas, sons e outros princípios pertencentes aos “media”. O foco desta nova era, trata -se da novidade no processamento de inovações tecnológicas revolucionárias, possibilitadas pelo software e não do que dele é projectado(sons, imagens etc…).
“so while we are indeed “being digital”, the actual forms of this “being” come from software.”

Verónica Alves, Estudos Artísticos