Estamos no ano de 1995 e a Nintendo lança para o mercado um dos maiores avanços tecnológicos da época, o Virtual Boy. Embora sem dúvida revolucionário, este não teve grande sucesso, fosse pela tecnologia ainda ser muito nova ou pelo facto de começarem a aparecer rumores de que este poderia danificar o cérebro e que facilmente despoletava ataques epilépticos.  Isto fez com que a tecnologia de realidade virtual fosse posta em pausa, voltando para as sombras com a mesma rapidez com que apareceu.

            Virtual Boy (Nintendo, 1995)

Dezoito anos mais tarde, começamos a encontrar de novo em convenções tecnológicas, um variado número de protótipos que utilizam esta tecnologia. Dois dos protótipos mais conhecidos são o “Oculus Rift” da Oculus VR e o “Project Morpheus” da Sony.

                                              Project Morpheus (Sony)

             Oculus Rift (Oculus VR)

Cada vez mais sentimos a necessidade de estar na pela da personagem que controlamos no ecrã. Não é por nada que cada vez mais encontramos jogos na primeira pessoa no mercado, se bem que normalmente não passam de shooters, no entanto estes contêm uma narrativa capaz de nos fazer sentir revolta, tristeza e até às vezes nojo das consequências dos nossos actos dentro deste mundo virtual.

Embora o foco principal seja o mercado dos videojogos, já começou a aparecer o interesse de utilizar esta tecnologia noutros mercados.

Na industria cinematográfica, já podemos encontrar filmes a serem desenvolvidos para serem utilizados com estes dispositivos. A maioria são filmes de terror, aproveitando o isolamento do espectador, para criar um ambiente assustador.

Não há duvida que esta tecnologia veio para ficar, resta saber só, se o ser humano chegará ao ponto de preferir o mundo virtual ao real.