De acordo com Walter Benjamin, as artes gráficas foram reproduzidas pela primeira vez com a xilogravura mas podemos dizer que a reprodução propriamente dita começou com Gutemberg (século XV), com a tipografia, ou seja, com o aperfeiçoamento da prensa e a ideia dos tipos móveis.

Desde essa altura até ao século XXI, o aperfeiçoamento dos métodos de reprodutibilidade foram imensos.

Foi através desta técnica que a arte saiu do salão nobre, da galeria de arte e do museu, para se expor e se tornar acessível ao público em geral.

Depois do aparecimento das várias formas de reprodução, foram estes que passaram a ditar as necessidades do mercado consumidor e do artista.

A reprodução é o grande contraponto da autenticidade e da «aura» da obra de arte, mas essa mesma “aura” pode passar para o próprio meio reproduzido. Penso que será esse o caso da Pop Art.

Na verdade, a Pop Art veio assumir a crise de arte que se instalava em meados do século XX.

A Pop Art assume-se como uma nova atitude artística mas veio-se desenvolvendo também como uma forma muito peculiar de reprodutibilidade artística uma vez que passou a reproduzir de uma forma muito própria obras de arte já existentes.

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P.e.: O quadro de Mona Lisa, original de Leonardo Da Vinci.

Deste modo, torna-se discutível a particularidade das obras Pop Art uma vez que estas se apoiam em obras amplamente massificadas e a sua natureza é marcada pelo carácter reproduzível em escalas industriais, podendo nos dias de hoje ser produzido por qualquer pessoa em alguns programas de edição.

A reprodutibilidade técnica e a Pop Art têm ainda em comum o facto de alimentarem a sociedade de consumo que cada vez mais descarta a autenticidade da obra de arte e “engole” o conceito de arte moderna “enquanto arte estética por uma arte política.”