Walter Benjamin através do seu ensaio previu uma ideia de futuro, começada no ano de 1900, de uma sociedade que se reproduz tecnicamente. Esta ideia é contínua, intensa e exponencial, no advento de uma sociedade informada e actualizada. A reprodutibilidade técnica tem início com o desenvolvimento da fotografia, com o uso da objectiva passando à frente das artes gráficas, evoluindo rapidamente para o cinema sonoro.

A partir daqui temos assistido à sua transformação e desenvolvimento. A arte em geral, e a pintura em particular, passou da reprodução puramente manual e única sendo rapidamente reproduzida tecnicamente. No passado era impossibilitada a sua reprodução, sendo a obra apenas acessível a um determinado tipo de público.

Com o advento dos meios fotográficos e computacionais a pintura passou a ser acessível a todo o público. O público da contemporaneidade tem directa ligação às obras, mesmo que não tenha contacto com o museu. Hoje em dia podemos ter acesso à obra que pretendemos num espaço de segundos através de diversas plataformas online a que podemos aceder sem restrições. Referindo o Google Art Project, que reúne uma vasta colecção de quadros dos mais variados museus a nível internacional, permitindo a  sua visualização a todo o público.

http://www.google.com/culturalinstitute/project/art-project?hl=pt

Também é possível a visita do público a variadas páginas de museus:

http://www.barjeelartfoundation.org/collection/ (Colecção Barjeel Art Foudation)

http://www.museumofpublicart.org/?page_id=125 (Museum of Public Art)

Na verdade não se trata de uma experiência do aqui e agora, retirando autenticidade à respectiva obra de arte, tanto como o contacto com as suas características físicas. No entanto vivemos em tempos modernos, e na verdade se não fizéssemos uso da reprodutibilidade técnica, muitos de nós não poderíamos ter acesso às mais importantes obras que fizeram parte da nossa história. A reprodutibilidade acompanha assim o nosso quotidiano, mantendo o público informado e actualizado.