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A mail art surgiu por intermédio de Ray Johnson na década de 50 mas nos dias de hoje são poucos os que pensam na sua origem tal é a dimensão que esta atingiu até então, como se hoje se tornasse cada vez mais difícil (ou inútil – o que não é) saber o autor do que nos chega tão facilmente a casa.

Ray Johnson começou por criar uma lista de contactos mas já na década de 70 a mail art expalhou-se e tornou-se acessível a mais pessoas.

A mail art consiste numa capacidade criativa de criarmos algo; de enviarmos algo “artístico” para outro alguém via correio – que podemos conhecer ou não e que seja do nosso país…ou não. Não há propriamente critérios definitivos para esta arte. Digamos que é um género de arte ao alcance até do pior artista, basta querer.

Esta foi influenciada por diversas áreas como o grupo Fluxus (na ideologia base – o cunho libertário) ou o movimento dadaísta – este último sobretudo influente nas técnicas usadas, nomeadamente: impressão, colagens, textos, materiais e outros objetos.

Num passado bem mais próximo de nós, esta forma criativa de comunicação deu azo à cultura global no que toca à sua relação com as novas tecnologias.

Uma vez que surgiu numa época em que a tecnologia era somente aplicada em termos militares e uma vez que a tecnologia ganhou novos contornos em termos de atividades de rede, estes dois conceitos (tecnologia e mail art) uniram-se e geraram novas formas de lidar com ambas.

Os métodos de comunicação e de redes eletrónicas ofereceram à arte uma nova abordagem. O próprio computador acabou por gerar um processo de transformação e integração desta mesma arte na rede global.

A mail art multiplicou-se nos meios e adaptou-se às circunstâncias. Trata-se de uma arte do global que a tecnologia complementou.

Cristiana Almeida Rosa