A história dos videojogos tem um percurso de evolução paralelo ao dos meios tecnológicos.

Desde o primeiro jogo a ser patenteado (o “Cathode Ray Tube Amusement Device” de 1948) que a meta foi delineada num ponto em que a experiência de jogo se aproximaria o mais possível da experiência do real.

Com o extraordinário desenvolvimento dos gráficos computacionais, a entrada do 3D, o aperfeiçoamento dos dispositivos sonoros, e a capacidade de comunicação entre jogadores que se encontrem nos mais diversos ponto do globo, esta meta encontra-se cada vez mais perto de ser alcançada.

Todavia, o jogador encontrava-se ainda separado do mundo do jogo por uma barreira fulcral, o comando ou teclado. Por muito imersivos que sejam os gráficos e a trilha sonora do jogo o seu usuário continua ainda plenamente consciente da artificialidade do mundo que está a explorar no seu ecrã.

Este estado está à beira da mudança com a entrada no mercado de uma verdadeira revolução no mundo dos jogos, o Virtuix Omni.

Esta nova plataforma, que se auto intitula a nova geração dos videojogos, consiste numa passadeira onde o jogador controla os movimentos da sua personagem através das suas próprias acções como andar e correr. O mecanismo inclui sapatos especializados para reduzir a fricção e um arnês que além de garantir a segurança do utilizador reduz o seu peso para facilitar os movimentos e evitar o cansaço.

O Virtuix Onmi aliado a um dispositivo ocular de realidade virtual (Oculus Rift) promete ao seu utilizador um estado de imersão pleno e uma absorção da medialidade do jogo em si provocando uma fusão com a própria realidade.