Sendo uma extensão do próprio Homem e apropriando-se de todo o conhecimento que este alberga, a tecnologia, entrega-se! Ao quotidiano do ser humano. Influência! A sua educação. Integra-se! Na sua forma de viver e comunicar. Fornece! Comodismos que já lhe são intrínsecos. Apropria-se! Da evolução humana, tendo uma grande influência nas suas necessidades. Permite! Um alongamento vital, com o aprimoramento tecnológico em relação à medicina. Oferece! A capacidade de usar uma vasta biblioteca, que alberga um conhecimento colectivo a que podemos aceder instantaneamente. Possibilita! A comunicação com culturas e comunidades diferentes, sem necessidade de uma presença física, motivando mesmo a criação de novas comunidades. Apoia! O agrupamento/conhecimento de indivíduos que se relacionam com ideais, experiências, aptidões e interesses semelhantes.

Factores que evidenciam a capacidade de os média, como extensões do Homem. Tornaram possível o registo, de momentos que poderiam ter sido efémeros em eternos. Uma ajuda, para um relembrar e uma reafirmação contínua. Algo que se torna verdadeiro e irrefutável com a nossa aprovação. Uma consciência de uma tecnologia como uma própria extensão da nossa identidade, da nossa realidade, do nosso mundo onírico. Evolui constantemente com o Homem e as necessidades deste, como também trabalha a sua própria evolução, sinal de uma transcendência mutua.

A constante modulação do próprio cérebro relativamente a hábitos, experiência e necessidades, faz com que este se torne seletivo. Capacidade construtiva e objectiva na própria evolução, onde os média podem ser uma arma para este tipo de modulação. A sua evolução irá se proporcionar consoante as nossa necessidades, e não as suas. As diferentes partes do próprio cérebro têm o controlo de uma secção, seleção, sentido, entre outros, onde os média podem ser considerados como um aprimoramento dessas partes específicas. Porém, os média não tem este tipo de capacidade de seleção, necessitando sempre de um interveniente humano.

Será que com a sua consciência como autonomia , esta também será seletiva?

Acabará por se tornar humana também?

Gabriel Salgado