Kittler afirma num dos seus pressupostos acerca dos média, que nos dias de hoje, são estes mesmo média que comandam e controlam toda a sociedade. Não somos nós, seres humanos que somos donos dos média, mas sim os média que são donos das nossas vidas. Estes meios multimédia começaram a permanecer lentamente, mas rapidamente houve uma explosão catastrófica e sem paragem à vista. O seu crescimento tem sido exponencial e fora de série. No último século, foi quando se registou um maior crescimento destes meios multimédia, principalmente com o aparecimento da televisão, do computador e do telemóvel que de certa maneira são aqueles que permanecem como mais influentes no nosso quotidiano. Na verdade os média são tão poderosos que se automatizam de forma repetida e constante. Nós sociedade já não somos sujeitos dos média, não somos donos dos aparelhos que trazemos nos bolsos. Vivemos dependentes deles de uma forma tão intensa que a nossa vida é condicionada pela sua falta.

Os casos mais flagrantes serão mesmo a televisão, o telemóvel e o computador. Hoje em dia dependemos destes meios para nos mantermos em contacto com o mundo. São poucas as pessoas que não têm este tipo de tecnologias média em suas casas. Vemos cada vez mais que as crianças começam desde cedo a depender do computador, do telemóvel ou mesmo da televisão, não brincam na rua, e raramente convivem com outras crianças, e quando o fazem é por meio electrónico.

Se estivermos atentos o uso do computador tem vindo a manifestar um grande crescimento, por vezes até assustador. Este meio está ligado principalmente ao uso da Internet, que se transformou num meio de comunicação e de contacto com o mundo. Tudo está à distância de um clique, somos constantemente bombardeados com informação que nos chega de toda a parte, já para não falar das redes sociais que são um cliché da sociedade actual.

Relativamente ao telefone, mais especificamente o telemóvel podemos até considerá-lo uma extensão do nosso corpo,  um acessório. Na verdade, já não conseguimos sequer sair de casa sem verificar se o temos connosco, já encaramos o seu uso como uma questão de segurança e um certo alívio. Constatamos que hoje em dia, cada vez mais crianças fazem uso do telemóvel, por uma questão de segurança relativamente aos pais que se sentem aliviados por manterem um contacto constante com os filhos. Mas em contrapartida, as crianças convivem cada vez menos umas com as outras, acabando sempre por usar a via electrónica para o fazerem. Os telemóveis funcionam quase como um pequeno computador, munidos nesta última década por Internet e pelas redes sociais. Conseguimos manter assim o contacto dentro e fora do computador.

A televisão surge quase como um escape da vida quotidiana, tal como o cinema. De certa fora optamos por estes dois meios multimédia como forma de muitas vezes lidar com o nosso dia-a-dia. No entanto muitos de nós dependem deste meio, na medida em que somos levados no mar de informação e programas que nos são constantemente oferecidos, funcionando quase como um vício que nos agarra ao ecrã.

Vemos assim que hoje em dia, a comunicação é quase toda ela feita  por via electrónica. O contacto físico é substituído pelo ecrã do computador e pelos “amigos” do Facebook. Temos que ser realistas ao ponto de admitir que dependemos dos média, e que se na verdade, estes controlam a vida da sociedade é porque o nosso uso em questão os faz crescer e automatizar de forma emancipada. É remota a possibilidade de sermos independentes de qualquer um deste meios.

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Bandwidth TV's

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