Os primeiros computadores remontam às décadas de 40. Possuíam uma capacidade de processamento inferior à de uma calculadora de bolso e caracterizavam-se por serem máquinas de dispendiosa manutenção. Da década de 40 até meados da década de 50 foram vários os especialistas a sugerir que o cérebro humano funciona como um computador e, passados alguns anos, chegou mesmo a considerar-se que o cérebro era um computador.

Mas em que se baseavam estas metáforas do cérebro humano? Depois de enviada uma informação ao cérebro, ela é processada, ocorre uma fase de análise e outra de tomada de decisão. Consoante a análise da informação, o cérebro responde de uma determinada forma e não de outra. Assim, esta teoria vê o cérebro como uma Unidade Central de Processamento (UCP), algo que também integra o conjunto de componentes que existem num computador. Quanto aos órgãos internos e externos do corpo humano, estes são vistos como periféricos. No computador os elementos periféricos são o monitor, teclado, etc. Além da UCP e dos periféricos, o computador possui também memória, mas uma certamente mais limitada do que a existente no cérebro.

Friedrich Kittler desenvolve a teoria de McLuhan, de que os media funcionam como interface entre a tecnologia e o corpo, mas vai mais longe. Segundo Kittler, as inovações tecnológicas têm um enorme impacto sobre o corpo, sobre os órgãos dos sentidos. Segundo o teórico, os media foram inventados com o objetivo de substituir os nossos sentidos. O computador vem alterar as formas de produção tradicionais, oferece a possibilidade de expressar emoções e vai também servir como meio para a criação de obras de arte.

Cátia Cavaleiro