O cinema, que começa por definição como imagens em movimento, é uma arte em constante mutação. Com o passar dos anos fomos presenciando a agregação de diferentes médias de modo a anular cada vez mais o espaço entre a tela e o receptor.

A experiência cinematográfica começa por ser um acontecimento meramente visual, mas com a entrada da componente sonora foi-nos apresentado pela primeira vez um momento multimédia.

Embora tanto a componente sonora, com a entrada do som surround, como a componente visual, com o aperfeiçoamento da imagem 3D, tenham tido um grande desenvolvimento desde o aparecimento do cinema sonoro, continuava a haver espaço para trabalhar outros sentidos do corpo humano passíveis de exploração.

É esta lacuna que o cinema 4D vem então preencher.

Os filmes 4D, presentes já em diversos parques de diversões e lentamente a entrar também nas comuns salas de cinema, consistem na exibição de um filme 3D aliado a diversos efeitos físicos. Essas alterações consistem em cadeiras que se movem de acordo com o que se vê no ecrã, vento, chuva, fumo e até bolas de sabão e, em alguns casos, cheiros como café ou borracha queimada.

Este tipo de cinema provoca no espectador uma total imersão nesta experiência que irá ocupar todos os seus canais sensoriais.

As salas de cinema preparadas para a exibição destes filmes são já comuns em países como a Coreia, o Japão e a China e dão os primeiros passos nos Estados Unidos da América.

Esta nova forma de ver cinema promete devolver ao grande ecrã a popularidade que tem vindo a perder ao longo dos tempos, proporcionando ao espectador uma experiência que, embora mais cara, não conseguirá ter de qualquer outra forma.