O cinema, que nasce em 1895 pelas mãos dos irmãos Lumière foi, talvez, a arte que mais evoluiu ao longo do tempo.  A 7ª arte – como ficou mundialmente conhecido – tem tanto de recente como de inovador. O que começou por ser apenas vídeo, ganhou diferentes contornos com a ajuda da tecnologia.

Este foi um dos exemplos observados no âmbito da unidade curricular de Arte e Multimédia. Este que é um retrato, de Oscar Fischinger, do que o cinema já foi.
A evolução é óbvia quando pensamos no cinema dos dias de hoje porém, há ainda fenómenos tecnológicos por explorar. O rotoscópio é uma técnica pouco conhecida no que toca a cinema para adultos: apesar de ter sido descoberta, já, no inicio da década de 30.
Na produção cinematográfica que irei mostrar, Richard Linklater, usa esta técnica de forma exemplar no filme Waking Life.

Engane-se quem pensa que Waking Life é um mero filme de animação para adultos: estão presentes dois filmes num só. Foi “normalmente” produzido e foi-lhe acrescentado este filtro. Esta técnica justifica-se porque o filme é a representação de vários sonhos. Tal como, nos primórdios do cinema, o som foi acrescentado ao vídeo para corresponder às exigências do telespectador – para     que este fosse quase como transportado para dentro da película através das sensações – a rotoscopia confere uma maior comoção para o contexto do sonho.
Assim, o realizador consegue – através deste filtro – proporcionar uma experiência sensacional incrível. Fica, então, bem clara a necessidade de olhar o cinema como uma arte multimédia, tal como percebemos em aula.

Ana Maria Martins da Silva