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Será que o futuro reside na fusão entre o impresso e o digital? 

É exatamente esta a questão que podemos colocar face à oitava edição da revista Garage, uma publicação bianual que se dedica ao que de mais inovador há no mundo da arte e da moda. Na edição de Primavera/Verão deste ano, a revista lançou cinco capas distintas, com a participação de cinco modelos diferentes – Kendall Jenner, Lara Stone, Cara Delevigne, Joan Smalls e Binx Walton.

A particularidade? Estas capas ganham vida, imprimindo, através da aplicação da publicação, disponível na App Store,  uma imagem 3D.

O resultado, fruto do trabalho da makeup artist Pat McGarth, do fotógrafo Phil Poynter e dos efeitos especiais do estúdio The Mill, que conta com marcas como a Nike e a Sony como seus clientes e ainda com efeitos sonoros de Alex da Kid, é uma fusão mágica entre o modelo impresso e o modelo digital, que nos leva a uma experiência fotográfica e digital única, um modo de leitura inovador e que desafia todos os nossos sentidos.

Este é um dos exemplos dos muitos projetos que aliam a força da arte à força do multimédia e que nos surpreendem a cada dia que passa, testando todos os limites da arte e levando a nossa experiência de arte e multimédia a campos antes imagináveis. Aqui, em particular, a fotografia, que por si é já uma forma de inscrição artística, é ela própria inscrita em novos moldes multimédia, através do uso de aplicações móveis e de impressão em 3D.

Aqui podemos definir multimédia como integração, integração de várias linguagens artísticas, de vários processos tecnológicos, que criam entre si uma leitura harmónica.

Aos poucos, Arte e Multimédia vão integrando-se cada vez mais, sendo quase impossível dissociar um conceito do outro. Estaremos, então, a caminhar para o futuro que Wagner imaginou na sua obra A Obra de Arte do Futuro?