A ligação entre o som e a imagem no cinema de animação, é inegável, apesar de não ser uma relação desde sempre existente, representa uma simbiose perfeita. O cinema ainda lida com a dificuldade de ser associado a um meio multimédia. A sua ligação à arte é incontestável, mas a verdade é que o cinema como meio tecnológico foi pioneiro na união entre a imagem e o som.

Desde os seus primórdios que esta conjugação entre elementos sonoros e visuais é uma hipótese feliz, levando o espectador a um estado de imersão que é capaz de ocupar todos os seus sentidos, permitindo que o seu público perca a percepção do mundo exterior. Tendo como efeito o afastamento do real. O cinema  joga com a nossa percepção visual e auditiva, ao ouvirmos determinados tipos de sons, conseguimos associa-los a uma determinada imagem, definindo a forma como encaramos o conjunto, o todo do filme.

Se houver a hipótese de o cinema prescindir do som, a nossa relação com este torna-se incompleta. A forma inconsciente como procuramos esta relação entre a imagem e o som, comprova o nosso desinteresse se essa união não existir a determinado momento. A audição e a visão na visualização de cinema  são sentidos automaticamente ligados, sendo que o nosso cérebro procura esta ligação de forma urgente.

A Disney representa esta simbiose perfeita entre a imagem e o som, começando nos primórdios dos seus desenhos animados. Nestes casos distintos, a relação entre a imagem e o som é permanente, sendo que há a preocupação de realçar os diversos momentos de divertimento das personagens, através do alargamento do panorama sonoro. Existem sons característicos que estão relacionados com determinados momentos. Temos presente uma inegável consonância entre os movimentos das personagens e os sons que são gerados. Os sons estão tão bem concebidos em ligação com o panorama visual, que nem era necessário que as personagens falassem para percebermos as suas aventuras.