Quem ainda não conhece o Google Art Project? Este é um site que permite aos seus utilizadores ter acesso a um vasto número de obras de arte, dispostas em vários museus à volta do mundo.

http://www.google.com/culturalinstitute/project/art-project?hl=pt

Esta enciclopédia digital interactiva segue uma lógica de base de dados, pois o utilizador não necessita de seguir um percurso linear, ou seja, uma narrativa, para estudar o mundo da arte. Ao contrário de uma visita real a um museu, o visitante não está limitado fisicamente naquilo que ele quer ver. Num museu, uma pessoa que esteja ao pé da obra A, terá que passar primeiro pela obra B e C para ver a D. No Google Art Project, é possível ir directamente até ao objecto de interesse. Isto é feito através de uma interface que possibilita ao utilizador pesquisar as obras de várias formas: ou faz uma pesquisa directa, inserindo o nome da obra, do artista ou do museu que quer ver no motor de busca, ou faz uma pesquisa por categorias. Por exemplo, ao pesquisar um artista, é possível ver o conjunto de obras que ele criou. O mesmo aplica-se aos museus. E também é possível pesquisar obras por categorias como o material com que foram feitas, o país de origem ou o periodo cronológico, entre outros factores.

Esta é uma forma de obter conhecimento sem dúvida muito própria da nossa era. Tal como alguém que lê um livro e “salta” páginas, também hoje é muito mais recorrente utilizar a internet da mesma forma. A mesma lógica encontra-se, por exemplo, na Wikipédia, em que é possível visitar uma página, ir directamente para o capítulo que nos interessa, e aí clicar numa hiperligação para visitar outra página. Toda a informação está interligada. Não há propriamente um ponto de chegada e um ponto de partida quando iniciamos uma investigação. Há uma certa aleatoriedade nessa busca. Não é anormal começar uma pesquisa por arte moderna, e quando damos por nós estamros diante de um site de física nuclear. É fruto da lógica de base de dados digital e da curiosidade insaciável do ser humano.

Penso que a principal questão que se coloca é saber se temos a capacidade de organizar, compreender e seleccionar toda a informação bombardeada pela internet.