Futuristas e modernistas ansiavam por algo que pudesse acompanhar o ritmo frenético da vida moderna e os computadores, nascidos nos anos 40, foram os autores dessa mudança radical, num mundo em que a industrialização tomava conta das cidades.  Passado algum tempo, “sociedade de rede“, “sociedade de informação” e “cibercultura” já faziam parte do nosso dia a dia. A tecnologia e a electrónica entraram na nossa vida e fez-nos mudar totalmente a nossa percepção de espaço, a informação começou a espalhar-se com mais facilidade assim como a interactividade entre os indivíduos. Começaram a surgir máquinas de fotografar e filmar, os telemóveis, o GPS, as aparelhagens, a PlayStation, etc… Equipamentos que pretendiam entreter as massas e que hoje têm grande sucesso comercial. É aqui que o termo multimédia começa a surgir com mais força, desempenho e influência pois começou a constituir um termo importante para a nossa cultura e para o nosso bem estar.

Lev Manovich surge em 2001 com “The Language of New Media“, teórico que vai ajudar a perceber a teoria dos novos media. Estudou Belas Artes, Arquitectura, Animação e Programação em Moscovo e em 1984 começou a dedicar-se fervorosamente à computação. Nesse seu ensaio, apresentou os 5 princípios dos novos média: representação numérica: os objectos dos novos media são quantificáveis em sets de código binário; modularidade: colecções de hiperligações de elementos como textos, as imagens, os sons e os vídeos num blog, por exemplo, permitindo que eu modifique os módulos individualmente; automatização: quando nos aparece diferentes resultados no google isso acontece por duas razões: ao código numérico dos media e à estrutura modular dos objectos adjacentes. Há a automatização de “alto nível” que diz respeito à vida artificial e inteligência demonstrada nos jogos de computador e de “baixo nível” que corresponde à computação de tarefas simples; variabilidade: a informação é variada e facilmente remontável, um código digital permite um sem número de variações e podem ser recriados a partir do mesmo data, diversos interfaces; transcodificação cultural: o software é tanto produto da cultura como gerador da mesma. É passar de um código para o outro. As nossas práticas modificam-se através ou por influência do software.

Dentro da lógica da base de dados o meio digital constitui uma lista (conjunto de elementos e não uma estória). O meio digital está sempre em mudança e é possível acrescentar um item a esse elemento (por ex: um blog). As narrativas têm sempre princípio, meio e fim, mas num processo digital posso sempre acrescentar algo novo. A computorização da cultura projectam-se na nossa esfera cultural e a Internet oferece-nos essa experiência de base de dados. Ver uma notícia na tv é uma experiência narrativa mas lê-la na internet já um percurso controlado por nós.