Desde muito cedo o objectivo  da pintura foi a captação do real, talvez pelo carácter histórico e imortalizador que esta arte consegue ter.

Assim, podemos dizer que existe uma continuidade dos média ópticos desde a criação da perspectiva renascentista. Ao longo dos anos, esta e outras técnicas foram aperfeiçoadas e nos anos 70 foi inaugurado uma nova vertente da pintura denominada hiper-realismo.

O hiper-realismo é caracterizado principalmente por uma maior aproximação à fotografia, quase confundindo o espectador. Um dos muitos artistas ligados a esta corrente é Gottfried Helnwein, autor de “The Murmur of the Innocents” que tem como tema das suas obras a condição humana, nomeadamente o sofrimento infantil.

Estas obras são muitas vezes enganadoras na medida em que nos parecem uma fotografia. Só com alguma atenção é que conseguimos constatar que se trata de uma pintura. No entanto, apesar de tantas semelhanças , é necessário relembrar que quando falamos de inscrição simbólica e inscrição física do real não estamos a falar da mesma coisa. Estas artes podem ter muito em comum no que diz respeito ao seu resultado final mas diferem ao longo de todo o processo artístico (em relação ao material, tempo de execução, relevo, entre muitas outras coisas).

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