O ser humano é guiado pela constante necessidade de ser recordado, de chamar a atenção. É uma máxima que se transporta no tempo e se alia à evolução da nossa espécie. Uma família real teria mais prestígio sendo retratada pictoricamente num quadro, assim como hoje em dia se vê exactamente a mesma necessidade de revelação através de meios tecnológicos que nos permitem dizer “estou aqui”, bastando apenas clicar num botão.

A fotografia surge com a necessidade de congelar o momento, vontade essa já evidenciada anteriormente pela pintura. Mas não haverá outra forma mais viável de eternizar a pessoa e tudo aquilo que a caracteriza através de meios tecnológicos?

Aqui mostro dois exemplos significativos daquilo que considerei uma tentativa bastante íntegra de um aliar da fotografia/vídeo com a tecnologia.

O vídeo-artista Robert Wilson, com a sua obra “Voom portraits”, fez aquilo que se considera uma compilação de retratos dinâmicos de vários indivíduos, transportando o conceito de retrato a um nível muito superior. O sujeito será assim recordado pela imagem e pela sequência de movimentos e formas, induzindo o espectador a pensar mais para além daquilo que vê.
http://www.youtube.com/watch?v=2p6GE_D5hRU

Outro exemplo significativo é o trabalho de “retrato digital” por Steve Fraschini. A arte começa a preocupar-se em homenagear os indivíduos de uma forma menos temporária, alterando completamente o futuro dos memoriais. 
http://thecreatorsproject.vice.com/blog/eazy-e-and-more-get-memorialized-via-digitized-portraits
http://www.behance.net/gallery/GHOST-MEMORIES/11968143