Vivemos num mundo quase que totalmente informatizado, a era digital se apresentou e parece que veio pra ficar. Mas o formato de arte digital é ainda um terreno muito novo. Uma coisa que ainda não me acostumo é estar sentada em frente à uma máquina e não mais me frente as pessoas. Tudo bem que a interatividade numa obra de arte como a “ACITEOP” de Pelayo Mendez, é fantástica pois que o autor produz essa obra combinando o mundo da literatura e escrita criativa com a arte visual, por meio de códigos. Ficamos por um tempo transformando o poema, ouvindo uma voz que narra excertos do poema, modificamos o fundo e tal, mas logo perde sua aura de novidade, ou de encantamento uma vez que posso trocar sempre os elementos, mas é uma experiência igual e individualista. Já diante de uma obra apresentada por outro ser, mesmo que vista mais de uma vez sempre será nova. Reconhecemos que cada obra de arte tem suas especificidades mas o caráter de ser tocado por uma obra de arte digital está muito aquém do que as artes distas clássicas podem nos proporcionar quando se trata de apreciar. Bom, a cultura contemporânea que tem por base o individualismo leva-nos à formas de artes individualistas, mas não atinge o potencial que o ser humano precisa, é mais efêmera que as artes do corpo como a dança, e é ainda ao meu ver superficial. Os médias quando utilizados em conjunto com a dança, o teatro, a música ou as artes visuais têm o dom de transformar nossa apreciação, proporcionam a sinestesia, nos encantam, mas sem essa fusão de formas de expressão fica ainda muito  a desejar. Trouxemos dois exemplos de artes multimédia uma que também não é “face to face”, mas ainda assim temos artistas presentes na imagens, a “Lost in Motion” dirigida por Ben Shirinian ( sendo que esse vídeo foi considerado por mim como vídeo-dança) e a de Pelayo Mendez “ACITEOP”, assista e perceba ,qual te agrada mais?

http://vimeo.com/35467778

http://www.onelittleweb.com/demos/aciteop/aciteop.php