As médias nos proporcionam sensações onde podemos ouvir a pintura e ver a música, esse fenómeno, denominada sinestesia, está bastante presente na combinação das médias com os meios artísticos. No vídeo promocional Sony Bravia, temos um grande exemplo sinestésico.

No vídeo existe uma perfeita combinação entre as cores e a música. No início somos apresentados a uma explosão rápida de tinta azul que acompanha o momento inicial da música, logo após, o cenário expande-se e nos deparamos com um conjunto de edifícios. E é nesse cenário ao som de The Thieving Magpie: Overture, de Gioacchino Rossini, que acontece o casamento entre cores e som, onde a música parece ser vista através das cores e as cores passam a ter som.

Por outro lado, foi-nos apresentado um outro vídeo do mesmo comercial, no entanto, sem áudio. O efeito não foi o mesmo, as cores pareciam estar vazias, mesmo as cores mais fortes e quentes pareciam não ter autonomia, precisavam ali de um complemento, precisavam da música, mesmo com um bom panejamento de ângulos e tomadas, o vídeo sem áudio não foi tão impactante quanto o com áudio.

As diversas sensações causadas no primeiro vídeo usado para a propaganda da Sony, é um exemplo das combinações que as médias podem nos proporcionar e como a publicidade se apropria desse meio. A escolha da banda sonora e cada cor ali utilizada, não foi escolhida por acaso, a união da cor e a música tem um efeito muito mais profundo em nossa mente.

Comparando os dois vídeos exibidos em aula, percebemos que o visual nem sempre funciona sozinho, a união da música com as cores falam muito mais em um comercial que qualquer texto escrito.