Com o aparecimento das máquinas fotográficas e seus dispositivos óticos o desejo fotográfico na pintura surgiu. Porém, ninguém imaginava que algum tempo após aconteceria o oposto. 

Quando nos anos 50 os modernistas descartaram o realismo devido à evolução da fotografia, nos anos 60 se iniciou o fotorrealismo, como uma reação ao expressionismo abstrato e ao minimalismo, que junto retomou o realismo na arte contemporânea. Como a escola utilizava fotografias para conceber suas obras, acabou constituindo uma aceitação dos princípios da arte moderna. Louis Meisel, um dos fundadores da escola, denominou o nome fotorrealismo no ano de 1969, quando um ano após surgiu pela primeira vez em uma exposição feita no Museu Whitney, intitulada “22 realistas”, a qual contava com a exposição de obras dos 5 fundadores da escola. Além da pintura, principal forma de expressão da escola, também teve representantes na área da escultura, os quais seguiam as mesmas técnicas.

O Fotorrealismo causou e ainda causa muita polêmica, pois muitos dizem que a reprodução anula a personalidade de um artista e também limita sua criatividade. Mas os defensores apontam a complexidade, riqueza e sutileza da obra que vão além da imitação.

Foi uma evolução da pintura assim como da máquina fotográfica. E ao contrário do que os modernistas pensaram ao descartar o realismo, os fotorrealistas tiveram o desejo da pintura na fotografia, o que não apenas retomou o realismo, mas acabou dando-o uma nova forma, com novas técnicas e novos resultados, chegando tão próximo do real que na maioria de suas vezes confundem o espectador se a obra é uma fotografia ou uma pintura.

 

Thiago Bueno