A photomontage é tão antiga como a fotografia, mas apenas com o impacto explosivo da I Guerra Mundial tornou-se uma forma de arte. O termo foi cunhado pelos dadaístas, anti-arte/anti-burgueses, membros como John Heartfield ou George Grosz.

A junção de várias fotografias para criar uma única peça, é o que torna é técnica multimédia. Apesar de ser o mesmo media, são utilizados diversos. Eram também adicionados papeis de jornais, cartas ou outros objectos, que conferissem à tela um aspecto tridimensional.

Foi uma nova agitação artística em posters, capas de revista, etc. A ideia da photomonge era tão revolucionária quanto o seu contudo: acentuava as ligações entre a política e a era tecnológica para expor a desordem da sociedade burguesa.

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John Heartfield destacava-se no grupo dos dadaístas, por ter sido pioneiro e pela sua aversão ao nazismo. Maior parte das suas obras reflectem esta política.

O que começou por ser uma paródia, mais tarde tornou-se uma técnica artística consciente, usada para os mais diversos fins. O excesso de conteúdo na tela criava uma imagem explosiva e caótica, dando o parecer de um desmembramento da realidade.

Photomontage e manipulação fotográfica são dois conceitos diferentes: a primeira implica criar uma imagem ou uma obra de raiz, enquanto que a segunda é um trabalho adaptado, ou seja, que provém de algo já criado.

 

Ana Gonçalves