Os media estão em constante evolução. E numa das fases dessa evolução deixamos de ter o vídeo e a fotografia digital e passamos a ter a visita virtual. Hoje em dia já é possível conhecer e viajar sem ter que sair da frente do computador. Quase que já não há desculpa para a falta de conhecimento.

O Google Art Project é, talvez, o projecto mais conhecido e mais utilizado nesta área. O site mantido pela Google colabora com vários museus espalhados por todo o mundo, oferecendo visitas virtuais gratuitas a várias galerias de arte mundiais. E, não só podemos apreciar a beleza das galerias em si, como também algumas obras de arte ao pormenor.

Mas não só o Google Art Project nos proporciona uma bela visita turística sem sair de casa. As visitas virtuais estão cada vez mais na moda, e os sites dos próprios  museus acabam por possuir uma parte em que se pode visitar o museu virtualmente. Além desses sites, existem também várias plataformas virtuais com o mesmo intuito, das visitas virtuais a museus, e também a variados monumentos. Em Portugal já se podem encontrar muitos exemplos dessas plataformas.

Isto levanta muitas questões, principalmente relativas ao facto de a representação virtual das obras ser fiel ou não às originais, e se a experiência que é visitar um museu ou estar em contacto directo com uma obra de arte pode ser assim substituída por uma experiência electrónica. As opiniões aí divergem muito, de pessoa para pessoa. É certo que nada consegue substituir as sensações físicas e até psicológicas que apenas são conseguidas ao estar em contacto humano com as coisas. Porque para apreciar qualquer obra de arte não nos basta a visão, o tacto também é essencial. E até o olfacto, há sempre cheiros característicos que facilmente nos remetem para determinado objecto. Ora, estando apenas em frente ao computador, a apreciar determinada peça artística não é, de todo, a mesma coisa. Embora, para quem não tenha possibilidades de visitar aquele museu que tanto queria visitar, ou ir ver aquela obra que tanto queria ver, esta é uma solução minimamente viável, e já dá para matar o bichinho da curiosidade.

Andreia Filipa Travassos Loureiro