O Google Earth é um programa concebido pela Keyhole.Inc e que em 2004 foi adquirido pela multinacional Google. Pode-se traduzir por uma aplicação que apresenta o globo virtual e mapa com conteúdos de informação geográfica em 3D. O google Earth usa informação e imagens recolhidas pelo SRTM, um radar da Nasa permitindo assim o acesso à visualização de vários locais. O Monte Evereste, a muralha da China ou até mesmo o Cristo Redentor no Rio de Janeiro podem ser vistos através desta aplicação.

O Google Earth também traz algumas consequências, na medida em que já foi alvo de críticas por parte de organizações secretas ou governos pois alegam que este aplicativo contem informações confidenciais que colocam em risco algumas questões de privacidade. Desta forma torna-se discutível este conflito de interesses entre o valor de uma multinacional e o real uso desta plataforma. Será o software uma arma de sobrevivência e/ou poder entre marcas?

“The appearance of particular techniques in applications can also be traced to the economics of the software industry for instance, when one software company buys another company, it may merge its existing package with the software from the company it bought.
For instance, in 1995 Silicon Graphics bought two 3D computer graphics suites – Wavefront and Alias – and merged them into a new product Alias|Wavefront. Big companies such as Google and Facebook are periodically buying smaller companies and then add the software products these companies develop to their own offerings. Thus, one of Google’s most popular applications Google Earth is based on software originally developed by Keyhole, Inc. acquired by Google in 2004.” Lev. Manovich, Media after Software,2012.

Esta citação de Lev Manovich problematiza exactamente esta questão.

A Google já desenvolveu outros produtos que simulam a visualização de imagens em Marte, no Oceano, Lua e até mesmo no espaço.

Link: http://www.google.com/earth/index.html