Sabemos que a informação digital está a cada dia mais superando e criando novos conceitos sobre a fisicalidade dos partrimônios. A internet juntamente com o desenvolvimento das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) transformou e aproximou o conteúdo museológico a outra realidade, aproximando e permitindo a interação do público com o objeto patrimonial, para além da simples reprodução da obra.

Mediante a tanta discussão a cerca da criação de museus virtuais, os mesmos equivalem a evolução natural do conceito de exposição: anteriomente tinhamos apenas infomações de horários, depois à exposição de peças e, finalmente, é possível acessar tudo isso interativamente. A museologia veem adaptando-se desde as primeiras tentativas até a criação os modelos atuais que tem como objetivo de proteger, concervar, preservar o património além de instruir a população.

Mas a preservação digital do património não está restrigida aos museus e sim há criação de uma ‘tomada de consciência’ e a iniciativa coletiva – de entidades públicas, privadas e de indivíduos – que em conjunto contribuem preservação internacional do património. A memória também não deixa de ser uma froma de testemunho herdadas das gerações passadas e contribui de certa forma para o conhecimento da identidade cultural, na qual a assimilação por parte da comunidade é de fundamental importância para a sua preservação através da educação, formação, investigação, ciência e turismo.

A experimentação do modelo digital permitiu constatar a vantagem da utilização das novas tecnologias de visualização/manipulação, permitindo a imersão e aproximação com o realismo do objeto exposto, garantindo a qualidade visual em tempo real.

Ainda assim há toda a questão da aura que envolve a obra de arte. Por esse lado, os meios digitais não estão nem um pouco próximos do ‘real’. O fato de ser único, o toque deixado pelo autor (sua persperctiva, seu ponto de vista, o recorte da imagem que escolhe, o subjetivo…) é que alimenta essa aura. Apesar de ser uma reprodução do real perde-se o que realmente a faz viva que são esses elementos, a sujeira da rua, o pó, os sons, as vidas que por lá passaram, os momentos que foram lá vividos. Então da mesma maneira que aproxima-se do real ainda exite um distanciamento que não pode ser preenchido ou estreitado.

Considera-se que os programas utilizados para a elabiração do modelo concebido produziu o resultado pretendido – no sentido em que se elaborou um modelo digital útil para os técnicos poderem utilizar na gestão e manutenção do monumento: assim como um modelo virtual que permite ao público em geral interagir de forma educativa e ao mesmo tempo lúdica. Mas perdeu a aura artística.

https://dspace.ist.utl.pt/bitstream/2295/1049628/1/Tese

http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistafamecos/article/viewFile/2960/2243

http://www.scielo.br/pdf/ci/v33n2/a02v33n2.pdf