Walter Benjamin defende no seu texto sobre a arte e os média que “sempre foi possível  reproduzir a obra de arte”. Seja na sala de aula, onde o estudante tentava copiar certa obra de um grande artista, ou na fotografia de um visitante ao museu, uma pintura pode ter várias versões. Segundo o autor, a reprodução da peça tira da obra a sua autenticidade e, portanto, sua aura. Assim como o próprio sociólogo coloca, “por mais perfeita que seja a reprodução, uma coisa lhe falta: o aqui e o agora da obra de arte – a sua existência única no lugar onde se encontra”.

Apesar da autenticidade da peça ser, para Benjamin, a essência de tudo o que ela comporta de transmissível desde a sua origem, é importante a reflexão sobre a reprodutibilidade como o acesso massivo à arte. Ao tomar como exemplo a visita online da exposição “Impressionismo y aire libre”, situada no Museu Thyssen-Bornemisza (Madrid), muitos questionamentos são possíveis. A exposição pretende introduzir o espectador à pintura a óleo ao ar livre. Tal prática artística, que teve sua origem há quase um século atrás, teve seu auge com o movimento impressionista e contou com grandes nomes que vão de Corot a Van Gogh.

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Se deseja saber sobre a exposição e fazer a visita online acesse: http://www.museothyssen.org/microsites/exposiciones/2013/airelibre/index.html#ancla

Para fazer o passeio virtual, houve uma equipe que anteriormente fotografou, em alta qualidade e resolução de maneira transversal, e simulou em um site as salas do museu. A história da pintura a óleo é contada através de sete salas reservadas no museu. Cada sala é temática e reúne escolas artísticas e os diferentes estilos de cada pintor.  

Do computador pessoal, no sofá de casa, alguém de qualquer lugar no mundo tem acesso à obras únicas e organizadas de maneira brilhante. O autor, que em seu texto cita Marx e reflecte sobre a maneira massiva de produção, critica a reprodutibilidade por retirar da obra a sua aura. Todavia, Benjamin haveria de concordar, como um bom marxista, que a arte deve ser para todos.

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Texto escrito por Caroline Araujo Pinheiro da Costa em 15/04/13