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Ao falar-se de multimédias não referimo-nos apenas às novas tecnologias que surgem, mas também as variadas combinações artísticas que destas podem vir, na musica, artes visuais, ou cênicas entre outras, se associadas permitem que sejam percebidas com mais intensidade pelos mecanismos que o corpo humano possui. Dessa forma nossas percepções estéticas podem ser tocadas gerando resultados, como quando se assistir ao vídeo da Sony Bravia.

 O vídeo citado apresenta-nos um conjunto de prédios que nada teria de incomum se não fosse pela invasão de cores que surgem jorrando sem aviso no cenário, ao som de The Thieving Magpie: Overture, de Gioacchino Rossini, então como fogos de artifícios uma sequencia de detonações partem seja do chão ou de paredes ao céu, explosões com tintas de diversas cores que preenchem o cenário, somos imersos em imagens e ritmo musical intenso que nos vem como fruição estética, nosso olhar e encaminhado pela câmera em tomadas de planos e ângulos, nossos sentidos se esforçam processando estas informações.

No segundo vídeo as diferenças seriam assim tão grandes? Uma leve mudança de planos e o uso do som original que ao meu ver continua a reforçar a produção, além do corte da cena do palhaço, mas a cada detonação ainda cria-se a paleta de cores, chegando a um clímax, um degrade final no topo de um edifício, onde somos preenchidos por uma sensação do êxtase, enquanto palavras finais sutilmente na tela nos apaziguam, revelando se tratar tudo de uma propaganda de ecrãs.

O que foi visto em ambos e o que câmera nos permitiu que víssemos desde o inicio, para tanto houve um planeamento tendo pessoas e um enorme aparato tecnológico no processo de mediação a fim de envolver o expectador, revelado no terceiro vídeo.

Uma produção com o intuito de vender um produto, mas tão bem elaborada que vai muito além do que provavelmente foi esperado, pois se trata de uma experiência visual e sonora que encanta pela sua plasticidade.