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Tudo a nossa volta é sincronicidade, tal como Carl Jung explicou na sua teoria da sincronicidade: há acontecimentos que se relacionam não por relação causal e sim por relação de significado. Assim, o sentido da visão junta-se ao da audição de forma sincrónica quando olhamos para o vídeo, cujo tem presença da musica. O que vemos “bate certo”, corresponde com o que ouvimos e está melodicamente tudo coordenado, enquanto no vídeo onde temos ausência de música, assusta-nos mais, por que não estamos a espera do que vai surgir, ouvindo apenas o barulho das explosões. Quando vemos o vídeo com música, quase que já sabemos o que vem a seguir, porque a musica leva nos pelo ritmo a adivinhar e conseguimos perceber através dela o que vem a seguir em imagem. Leva-nos facilmente a imaginar mais. Voltando a usar a teoria de Jung como exemplo, pode dizer-se então que a imagem e a música em conjunto formam um grupo de significados, ao em vez do vídeo com o som original que não nos sugere directamente significados. Estão esses dois sentidos (visão e audição) em permanência ligados, um sem o outro adquirem significados completamente diferentes, ou seja não é de todo uma relação causal porque ao ver o vídeo sem musica sentimos emoções diferentes do que se a ouvíssemos. O vídeo com música adquire outro significado deveras diferente, já que pelo ritmo traz harmonia e cadencia para os nossos olhos e não só aos nossos ouvidos. A ligação entre esses dois sentidos muda tudo, do que quando se ouve e vê separadamente, juntos como eu já referi, tomam significados diferentes e dá mais asas a imaginação, tal como dizia um humorista francês chamado Raymond Devos: “quando vemos o que vemos, e quando ouvimos o que ouvimos, temos bem razão de pensar o que pensamos!”. Com essa mesma citação, entende-se melhor a importância que tem o facto de associar o som e a imagem, na medida em que são dois dos sentidos a captar uma mesma informação, o que se vai traduzir numa assimilação mais fiel e exacta da mensagem que se quer transmitir a um espectador.