Laurie Anderson (nascida em Illinois, EUA) é uma artista performativa experimental, compositora, violinista e pianista, cantando numa variedade de estilos de música experimental e art rock.

Apesar de ter estudado história da arte e escultura, virou-se para as performances a partir do fim dos anos 60. A sua primeira performance, em 1969, era uma sinfonia tocada com buzinas de automóveis.

Em 1970 desenhou the underground comix Baloney Moccasins. Durante o início dos anos 70 trabalhou como instrutora de arte, crítica de arte para revistas e ilustradora de livros para crianças.

O sucesso do seu single “Superman” de 1981 tornou-a mundialmente conhecida. Uma parte deste é incluído em “United States Live” (1983). Em 1986 realizou o filme-concerto “Home of the Brave”.

Em 1982, apresentou na Brooklyn Academy of Music, uma obra de 8 horas, “Estados Unidos”, que consistia em canção, narração e prestidigitação e que na realidade era uma amálgama de curtas histórias visuais e musicais criadas durante 6 anos.

Uma das suas performances mais famosas é “Duets on Ice”, que realizou em Nova Iorque e outras cidades pelo mundo fora, em que toca violino juntamente com uma gravação, calçando patins de gelo que por sua vez estão presos num bloco de gelo, terminando quando o gelo acaba de derreter. Em 2005 Laurie Anderson repete a performance, desta vez adicionando uma nova dimensão tecnológica inexistente no original. Os solos do violino foram pré-gravados e durante a performance tocados através de um alto-falante que se encontrava dentro do violino.

Laurie Anderson é considerada uma pioneira na música electrónica tendo inventado vários dispositivos que depois usou nas suas performances. O primeiro foi o “tape-bow violin” (1977), cujo arco é feito de fita magnética gravada (em vez dos tradicionais fios de crina de cavalo). Este instrumento tem sido desenvolvido e na sua versão mais recente são usadas amostras áudio MIDI (Musical Instrument Digital Interface), sendo o som activado pelo contacto com o arco. No final dos anos 90, inventa o “talking stick”, um dispositivo áudio MIDI de cerca 6 metros de comprimento, que se assemelha a um bastão. Foi usado na digressão “Moby Dick” em 1999 e 2000. Este dispositivo divide amostras de som em pequenos segmentos, chamados grains (grãos) e toca-os de volta de maneiras diferentes. O computador re-arranja os fragmentos de som em notas contínuas ou aglomeradas em sequências sobrepostas para criar novas texturas. Por fim, outra invenção de Laurie Anderson foram os filtros de voz (The Voice Filters) muito usados nas suas performances. Este dispositivo aprofunda a sua voz. Muitos artistas na indústria musical usam o autotune para filtrar o som da sua voz mas na altura era estranho uma mulher usar estas técnicas porque era considerado masculino. No entanto, ela abriu caminho para não só mulheres como também para homens usarem isto. Anderson chama esta técnica de “áudio drag”.

Apesar do seu sucesso muitas das gravações iniciais de Laurie Anderson não foram lançadas. Exemplos de gravações suas são: “New York Social Life” e “Time to Go” que estão na compilação New Music for Electronic and Recorded Media (1977); “It’s Not the Bullet that Kills You (It’s the Hole)” que juntamente com outras foi originalmente criada para ser usada numa instalação que consistia numa jukebox que tocava composições diferentes de Anderson, na Holly Solomon Gallery em Nova Iorque.

Em 1991 apareceu no documentário de artes (sobre a história da face na arte e na ciência) realizado por Nichola Bruce e Michael Coulson, The Human Face, em que Anderson era a apresentadora. A sua cara era transformada usando máscaras de látex e efeitos especiais digitais à medida que falava de ideias sobre a relação entre a fisionomia e a percepção.

Anderson procura através dos seus trabalhos explorar os efeitos da tecnologia nas relações humanas e comunicação.

Em 1993 tornou-se a primeira artista residente da NASA, que inspirou a performance, The End of the Moon.

Marta Torres