A Inteligência Artificial é uma uma ciência que se propõe a criar dispositivos que actuem e tenham comportamentos idênticos aos humanos. Aparelhos robotizados que tenham capacidade de raciocínio, aptidão para tomar decisões e resolver problemas. No fundo, que sejam máquinas “dotadas” de inteligência.

Esta área da ciência, existente desde os anos 40 (com nome definido e definitivo nos anos 60) é fortemente impulsionada pela aceleração do progresso informático e computacional.

Quando pensamos em inteligência artificial sabemos que está intimamente ligada à robótica e aos computadores, mas não sabemos ao certo onde se insere. Actualmente existem várias aplicações na vida real onde está presente a Inteligência Artificial. Não é só em robots que é utilizada a IA. É usada em jogos, em programas de computador, em sistemas informacionais, na robótica (robôs auxiliares), em dispositivos de reconhecimento de voz, em programas de diagnósticos médicos, na escrita inteligente dos telemóveis, entre muitos outros.
Mas além de ser a base e de estar directamente relacionada com máquinas e programas que fazem parte do nosso quotidiano, a Inteligência Artificial é também um tema muito tratado em histórias de ficção científica, tanto em forma literária como cinematográfica. É o caso de “I, Robot”, um livro escrito por Isaac Asimov, mais tarde adaptado para o cinema pelo realizador Alex Proyas e de “A.I. Artificial Intelligence” realizado por Steven Spielberg. Temos ainda outros, como “Matrix”, que retratam uma versão um pouco mais obscura da existência de máquinas inteligentes, demonstrando a subjugação da humanidade perante superioridade de aparelhos tão inteligentes e tão detentores de pensamento como o Homem.

Fundamentalmente, a Inteligência Artificial continua a procurar a maneira de pensar humana, tendo sempre como objectivo a criação de um modelo desse pensamento em processos computacionais, criando um modelo de composições algorítmicas dos sistemas mentais humanos.

Mariana Santos